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sexta-feira, 29 de abril de 2011

League Bowling (Arcade)

Strike!

League Bowling é um jogo de boliche desenvolvido e publicado pela SNK; lançado em 1991 para a máquina de Arcade Neo Geo MVS da SNK, o game é um jogo de boliche bastante direto e que permite partidas entre até quatro pessoas simultaneamente em diversas modalidades do esporte.

Gráficos

São muito bons; o visual do game é simples, mas bem feito; os personagens controlados pelos jogadores são bem feitos, têm bom tamanho e são detalhados, sendo retratados de diversos ângulos; o cenário é sempre o mesmo, mas é bem feito; durante as partidas há inúmeras animações que se correspondem às jogadas dos jogadores, podendo tanto celebrar uma jogada perfeita quanto zombar de erros; a animação do jogo flui muito bem.
Imagens do jogo

Som

Muito bom; as músicas presentes no jogo são boas e combinam bem com a atmosfera do game; a trilha sonora de League Bowling é bastante animada, ajudando a criar um clima mais descontraído durante as partidas, as músicas também contribuem para o ar cômico das animações; os efeitos sonoros são bons, cumprindo bem seus papéis.

Jogabilidade

Muito boa, com bons controles; a jogabilidade de League Bowling é bastante simples e direta, sem floreios quanto a seus principais aspectos, apresentando um modo de controle dos personagens simples, porém eficiente, dando aos jogadores a possibilidade de moverem seus respectivos personagens, ao mesmo tempo que incorpora mecanismos baseados no timing, exigindo rapidez e precisão no pressionar de botões.
Como dito anteriormente, o jogo combina aspectos em que os jogadores têm pleno controle de seus personagens com outros baseados no timing; essa combinação se revela bastante adequada ao formato das partidas, pois ao mesmo tempo em que dá algum controle aos jogadores, adiciona um pouco de fator sorte ao jogo, pois os jogadores podem controlar livremente a posição de seus personagens na pista, movendo-os de um lado para outro, mas o desvio da bola  a força com que a mesma é lançada são decididos por sistemas que se movem constantemente, exigindo que os jogadores apertem o botão nos momentos certos para lançarem a bola na direção e com a força desejadas, e é nesse aspecto que o timing do jogador se revela fundamental para fazer strikes ou lançar a bola na canaleta. Antes das partidas é possível ajustar diversos fatores, como o peso da bola e a mão com que ela será lançada.
Existem três modos de jogo diferentes, que variam apenas em aspectos referentes à contagem dos pontos, mantendo a jogabilidade básica inalterada, permitindo partidas com até quatro jogadores ao mesmo tempo.

Considerações finais

O boliche é um esporte pouco explorado nos video games, mas League Bowling faz justiça ao esporte, apresentando bons gráficos, boa trilha sonora e jogabilidade bastante funcional e divertida, proporcionando partidas animadas e divertidas para até quatro pessoas ao mesmo tempo; recomendado tanto para fãs de boliche quanto para quem quer se divertir em grupo!

Referências

quinta-feira, 31 de março de 2011

Capcom CPS I, II e III

Introdução

Saudações aos leitores. Para este mês que se encerra, decidi escrever uma matéria sobre um hardware, uma placa de Arcade para ser mais exato, uma série de placas que ficaram famosas não somente por suas capacidades, mas principalmente pelos jogos que elas rodavam; muitos desses jogos são memoráveis, enquanto outros são clássicos eternos. Resumindo: a matéria sobre "consoles" deste mês será sobre a série de placas CPS da Capcom, abordando os modelos I, II e III do hardware de Arcade, que trouxeram aos fliperamas alguns dos clássicos da década de 1990.

As casas da pancadaria

As placas CPS são placas para máquinas de Arcade, desenvolvidas pela Capcom para rodar jogos armazenados em cartuchos intercambiáveis; esse sistema foi adotado para reduzir custos ao trabalhar com apenas uma placa para vários jogos, ao invés de desenvolver um hardware específico para cada game. A placa foi lançada em 1988, com o shoot'em up Forgotten Worlds, mas foi com os jogos de luta na década de 1990 que a placa alcançaria maio sucesso. As placas CPS tiveram três gerações, cada uma trazendo aperfeiçoamentos se comparadas a outras placas de Arcade da Capcom ou suas antecessoras. A sigla CPS significa "Capcom Play System".

História


A primeira geração das placas CPS foi lançada em 1988, com o jogo Forgotten Worlds, o desenvolvimento desse sistema foi resultado de um projeto da Capcom para criar uma placa que rodasse vários jogos, após desenvolverem hardwares para apenas um game, com esse sistema, seria possível reduzir custos para os operadores das máquinas, pois não seria necessário trocar todo o hardware da máquina de Arcade cada vez que se quisesse um novo jogo, sendo necessária somente a troca de uma parte do sistema.
Com o sucesso da primeira placa CPS e a descoberta de alguns problemas, a Capcom decide lançar uma nova placa, uma versão aperfeiçoada da primeira CPS, esse novo hardware recebeu o nome CPS II, lançado em 1993, junto com o jogo Super Street Fighter II. Muitos dos aprimoramentos foram em relação a proteção contra versões falsificadas dos jogos.
A placa CPS III é a terceira geração das placas CPS, lançada em 1996 com o jogo Red Earth, e diferentemente das placas anteriores, essa placa fazia uso de um sistema de segurança bastante peculiar. A CPS III foi a última placa proprietária da Capcom, posteriormente passou a utilizar a placa Taito Type X para seus jogos de Arcade.

Especificações técnicas


Cada uma das placas tem suas especificações técnicas próprias, fruto de uma evolução não apenas das capacidades técnicas, necessárias para suportar jogos cada vez mais elaborados, mas também com o objetivo de combater o uso de jogos piratas nas placas, adotando vários mecanismos de segurança. A seguir, as especificações técnicas de cada uma das placas.

1) CPS I


CPU: Motorola 68000, operando a 10 MHz;
Processador de som: Z80, operando a 4MHz;
Chips de som: YM2151, operando a 3,579 MHz; MSM 6295, operando a 7,576 MHz;
Resolução: 328X224 pixels, com 4096 cores simultâneas.

2) CPS II


CPU: Motorola 68000, operando a 16 MHz;
Processador de som: Z80, operando a 8MHz;
Chips de som: Q Sound, operando a 4MHz;
Resolução: 328X224, com paleta de cores de 32bits, suporte a 4096 cores simultaneamente;
Capacidade máxima da ROM: 322 Megabits.

3) CPS III


CPU: Hitachi SH2, operando a 25MHz;
Chip de som: Player estéreo de 8bits e 16 canais;
Resolução: 322X224 pixels (padrão)/ 496X224 (Widescreen);
Cores Paleta de 32768 cores, com suporte a efeitos de mistura de cores;
Armazenamento: Drive de CD-ROM SCSI, memória RAM e Flash ROM.

As placas


A Capcom lançou entre o final da década de 1980 e meados da década de 1990, três gerações da placa CPS, cada uma com suas características próprias e biblioteca de jogos.

1) CPS I
Imagem da placa CPS I


A CPS I foi a primeira placa da série CPS da Capcom; lançada em 1988 com o jogo Forgotten Worlds, ela se tornaria incrivelmente popular somente alguns anos depois, com o lançamento e o sucesso estrondoso de Street Fighter II, que rodava nessa placa. A Capcom lançou a CPS I com o objetivo original de reduzir custos, ao ter um único hardware capaz de rodar vários jogos, em vez de desenvolver uma nova placa para cada game. Junto com o sucesso veio a pirataria, o calcanhar de Aquiles da placa, pois foi a quantidade de jogos piratas operando nas placas foi muito grande, em especial versões de Street Fighter II.

2) CPS II
Imagem da placa CPS II


A placa CPS II foi lançada em 1993, com o jogo Super Street Fighter II, e consistia em uma versão aprimorada da primeira CPS, com o aumento no clock dos processadores, e na adoção de diversas medidas contra jogos piratas. A CPS II consistia de duas placas que funcionavam em conjunto, a "placa A", que continha parte do hardware comum a todos os jogos, e a "placa B", que trazia o jogo; para que o funcionamento fosse possível, era necessário o funcionamento em conjunto das duas placas, que tinham cores diferentes de acordo com a região a qual eram destinadas, e era necessário que ambas as placas tivessem o mesmo código de cor para o funcionamento, com exceção das placas azuis e verdes, que podiam funcionar juntas.

3) CPS III
Imagem da placa CPS III


A CPS III representa mais do que uma evolução de suas antecessoras, com a adoção de um hardware novo e mais potente, essa placa suportava jogos mais elaborados e detalhados. A CPS III foi lançada em 1996, com o jogo Red Earth, tendo recebido poucos games após seu lançamento; para essa placa foi adotado um sistema de segurança contra games piratas bastante sofisticado. A CPS III foi a última placa de Arcade desenvolvida pela Capcom, que nos anos seguintes adotou a Taito Type X para seus games de Arcade.

Capcom CPS  Changer
Imagem do Capcom CPS Changer ligado a um adaptador para o controle CPS Fighter


O Capcom CPS Changer foi uma versão doméstica da placa CPS I, projetada originalmente para Arcade; lançado em 1994, foi uma tentativa da Capcom em vender suas placas de Arcade em um formato doméstico. Os games do CPS Changer eram basicamente placas destinadas ao CPS I com um proteção de plástico. O "console" tinha um adaptador que permitia a conexão do CPS Fighter, um controle desenvolvido pela Capcom para o Super Nintendo, com formato semelhante ao controle de uma máquina de Arcade.

Considerações finais [1]


As placas CPS I, II e III da Capcom seriam apenas mais placas de Arcade lançadas no mercado, mantendo-se no anonimato, se não fosse pelos excelentes games a que deram suporte, que sem essas placas não teriam marcado presença nos Arcades e talvez não tivessem se tornado clássicos eternos; talvez esse seja o grande mérito dessas placas, e ainda que seja apenas por isso, elas merecem ser lembradas!

Considerações finais [2]


Junto com o término dessa matéria quero deixar um pedido de desculpas, por não conseguir terminá-la e publicá-la em sua totalidade a tempo, tendo que publicar aos poucos.

Referências


System-16 http://www.system16.com/hardware.php?id=799
System-16 http://www.system16.com/hardware.php?id=795
System-16 http://www.system16.com/hardware.php?id=793
The Video Game Console Library http://www.videogameconsolelibrary.com/pg90-capcom.htm
Ultimate Console Database http://ultimateconsoledatabase.com/golden/capcom_cps_changer.htm
Wikipedia http://en.wikipedia.org/wiki/CP_System
Wikipedia http://en.wikipedia.org/wiki/CP_System_II
Wikipedia http://en.wikipedia.org/wiki/CP_System_III

terça-feira, 22 de março de 2011

Fatal Fury 3: Road to the Final Victory (Arcade)

A estrada para a vitória final

Fatal Fury 3: Road to the Final Victory é um jogo de luta desenvolvido e publicado pela SNK; lançado em 1995 para o sistema de Arcade Neo Geo MVS, o game recebeu versões para Neo Geo AES, Neo Geo CD, Sega Saturn e Windows 95. O jogo é o quarto jogo da série Fatal Fury, sendo o último dessa primeira série de jogos envolvendo o universo de seus personagens.

História

Dois anos se passaram desde o término do segundo torneio "King of Fighters". Terry e Andy Bogard, Mai Shiranui e Geese Howard retornam para South Town, cada um deles movido por suas próprias razões, mas suas histórias convergem para um pergaminho que revela os segredos de uma arte marcial perdida.

Gráficos

São muito bons; o visual do game é muito bem feito e elaborado; os personagens são grandes, bem feitos e detalhados, com muitos deles mantendo suas estéticas clássicas, enquanto os novos possuem um estilo bacana; os cenários são ótimos, muito bem feitos, diversificados e detalhados, retratando impecavelmente vários ambientes, como a beira de um rio, uma igreja e uma fábrica, com todos eles sofrendo algumas pequenas variações entre os rounds; a animação do jogo flui muito bem.
Imagens do jogo

Som

Muito bom; as músicas presentes no jogo são muito boas, sendo bastante animadas e empolgantes, combinando bem com a parte visual do game e as lutas; a trilha sonora de Fatal Fury 3 não é a mais impressionante dentre os games de luta da SNK, mas se revela mais que adequada ao jogo; as vozes dos personagens são boas e os efeitos sonoros idem, todos eles cumprindo bem seus papéis.

Jogabilidade

Ótima, com bons controles; a jogabilidade de Fatal Fury 3 mantém o mesmo estilo visto nos games anteriores, mas sem ser a mera repetição de uma fórmula já utilizada, apresentando algumas novidades que acrescentam maior variedade à experiência de jogo, tornando-a mais interessante à medida em que se joga cada vez mais, com alguns aspectos que dependem um pouco do momento.
As lutas contam com um estilo bastante tradicional, semelhante aos outros três jogos da série, mas diversas mudanças em alguns aspectos tornam a experiência de jogo mais diversificada, como a mudança no sistema de níveis do cenário, antes havia dois níveis pelos quais os personagens podiam transitar, neste jogo existem três níveis nos cenários, nos quais a luta segue normalmente, a mudança entre os níveis é evidenciada pela aproximação e afastamento dos personagens da câmera; os lutadores começam a luta no nível intermediário, mas podem se mover livremente, podendo também partir para o ataque na transição entre um nível e outro.
Os personagens mantiveram seus estilos de luta e golpes característicos, mas agora os controles estão um pouco mais sofisticados, sendo possível controlar a altura do pulo e defender-se no ar, sem falar nas sequências de ataques e nos movimentos especiais. O desempenho do jogador em combate é avaliado durante a luta, e ao final é dada uma nota, as notas obtidas ao longo de várias lutas definem quais desafios que o jogador vai enfrentar se estiver jogando no modo principal. A dificuldade está no ponto certo.

Considerações finais

Fatal Fury 3: Road to the Final Victory é um ótimo jogo, com bons gráficos, boa trilha sonora e ótima jogabilidade, que torna excelente aquilo que já era muito bom; a soma das qualidades faz deste jogo um título memorável!

Referências

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Fatal Fury Special (Arcade)

O jogo

Fatal Fury Special é um jogo de luta desenvolvido e publicado pela SNK; lançado em 1993 para o Neo Geo MVS e AES, o game é uma versão aprimorada de Fatal Fury 2, trazendo diversas adições e aprimoramentos em vários aspectos do jogo. O game recebeu versões para diversos consoles domésticos, essas versões foram desenvolvidas e publicadas por várias empresas. A versão avaliada neste texto é a lançada para Neo Geo MVS e AES.

História

O enredo aqui apresentado é o de Fatal Fury 2. Após a morte de Geese Howard, um nobre misterioso passa a ser o patrocinador do novo torneio "King of Fighters", que agora passa a ser mundial, com lutadores de vários países e combates nos mais variados lugares do mundo.

Gráficos

São muito bons; o visual geral do game é bem trabalhado, embora as cores em alguns momentos não sejam muito vivas; os personagens são grandes, bem feitos e detalhados; os poderes dos personagens não são muito elaborados, mas são bem feitos; os cenários são ótimos, muito bem feitos, detalhados e diversificados, sofrendo variações até mesmo entre rounds; a animação do jogo flui bem.
Imagens do jogo

Som

Muito bom; as músicas presentes no jogo são boas e combinam bem com os combates, sendo empolgantes e animadas; as músicas presentes nas lutas variam de acordo com os personagens presentes, sendo que algumas músicas são características desse ou daquele lutador; os efeitos sonoros são bons, cumprindo bem seus papéis.

Jogabilidade

Muito boa, com bons controles; a jogabilidade de Fatal Fury Special possui um estilo bastante tradicional, com uma mecânica de jogo simples, mas funcional e eficiente; apesar da manutenção de um sistema de jogo mais clássico, este jogo sofreu algumas alterações e aprimoramentos se comparado a Fatal Fury 2.
Uma das adições feitas foi o aumento da velocidade do jogo, e isso se refletiu de maneira muito positiva nas lutas, que se tornaram mais dinâmicas e intensas graças a esse ganho de velocidade; outra mudança feita foi a adição de um sistema de combinação de ataques, através do qual o jogador pode realizar sequências de ataque com relativa facilidade, resultando em maiores danos aos adversários. Além disso, foram adicionados novos lutadores ao rol de personagens disponíveis ao jogador, alguns dos quais presentes em Fatal Fury 2, mas que não eram jogáveis, enquanto outros retornaram do primeiro Fatal Fury.
As lutas são bastante dinâmicas e divertidas, com personagens bastante variados no que diz respeito aos estilos de luta, poderes e formas de controle; um aspecto interessante do cenário é que ele possui dois planos, sendo possível transitar entre eles a qualquer momento. A dificuldade está no ponto certo e o game possui um modo para dois jogadores.

Considerações finais

Fatal Fury Special é um jogo muito bom, apresentando aprimoramentos a Fatal Fury 2, o game traz um conjunto muito bom, no qual a soma das qualidades de cada aspecto forma um jogo memorável, cujo desafio proporcionado é digno de nota; em suma, um game que vale a pena!

Referências

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Magical Drop III (Arcade)

O jogo

Magical Drop III é um jogo de quebra-cabeça desenvolvido e publicado pela Data East; lançado em 1997 para  Arcade, o game recebeu versões para Neo Geo, Neo Geo CD, Sega Saturn, PlayStation e Game Boy Color. Este game apresenta um estilo muito próximo do visto em seus antecessores, mas com adições significativas em diversos aspectos do jogo. A versão avaliada neste texto é a lançada para Arcade.

Gráficos

São ótimos; o visual do game é bastante colorido e animado, possuindo o mesmo estilo descontraído do game anterior; os personagens são muito bem feitos, aparecendo de diversas formas nas várias modalidades de jogo, mas nas partidas eles aparecem ao fundo de suas respectivas áreas de jogo, se comportando de acordo com o desempenho do jogador; as áreas de jogo são muito bem feitas e ao fundo de algumas delas há cenários espetaculares; entre algumas partidas há breves cenas estáticas, todas elas muito bem feitas; a animação do jogo flui impecavelmente.
Imagens do jogo

Som

Ótimo; as músicas presentes no jogo são espetaculares e combinam muito bem com o estilo do game, sendo bastante animadas e empolgantes; a trilha sonora de Magical Drop III apresenta melhorias se comparada a do game anterior; as vozes dos personagens são ótimas, pois através delas eles expressam muito bem o desempenho do jogador; os efeitos sonoros são bons, cumprindo bem seus papéis.

Jogabilidade

Excelente, com controles simples e precisos; a jogabilidade de Magical Drop III apresenta muitos elementos vistos em seus antecessores, ao mesmo tempo em que traz várias inovações em diversos aspectos do jogo, como novas modalidades, novos personagens e alguns novos elementos dentro das partidas.
A principal característica da mecânica de jogo, que é a movimentação, agrupamento e eliminação de bolinhas coloridas da área de jogo permanece inalterada, assim como a presença de peças especiais dentro da área de jogo, que geram efeitos variados nas partidas, nesse aspecto houve adições que variam de acordo com a modalidade jogada, como bolinhas que geram efeitos indiretos nas partidas ou outras peças que constituem um desafio extra dentro do jogo. As partidas continuam intensas e dinâmicas, assim como as de Magical Drop II.
Existem diversas modalidades de jogo, sendo algumas delas inéditas. Na modalidade Challenge, o jogador enfrenta outros personagens do game, em disputas de um contra um, até o momento em que se deve enfrentar os mestres dessa modalidade, que não estão entre os personagens jogáveis. Na modalidade Survival, o jogador deve permanecer o maior tempo possível nas partidas, eliminando as bolinhas que surgem  constantemente na área de jogo. Na modalidade Adventure, o personagem é inserido em um tabuleiro, o qual deve percorrer até seu final, mas aqui o progresso não é decidido através de dados, mas sim em partidas com tempo limitado, nas quais o desempenho do jogador em obter as bolas de fogo que surgem ao longo da partida determinará quantas casas serão percorridas, em algumas casas do tabuleiro existem armadilhas ou outros personagens dispostos a enfrentar o jogador, sendo a vitória algo fundamental em todos os casos. A dificuldade está no ponto certo em todas as modalidades de jogo.

Considerações finais

Magical Drop III possui avanços consideráveis se comparado a seu antecessor, apresentando ótimos gráficos, trilha sonora impecável e jogabilidade que aqui encontrou seu ápice, com diversas modalidades e desafio intenso, que proporciona ótimas horas de diversão; em suma, um título memorável!

Referências

domingo, 19 de dezembro de 2010

Magical Drop II (Arcade)

A série

Magical Drop é uma série de jogos de quebra-cabeça desenvolvida e publicada pela Data East; a franquia teve início em 1995 com o jogo de mesmo nome no Japão e com o título Chain Reaction nos EUA; desde então a série recebeu jogos para Arcade e diversos consoles domésticos e portáteis. Os jogos da franquia têm como principal característica a ação frenética, combinada com uma mecânica de jogo que se inspira em alguns pontos na série Puzzle Bobble da Taito.

O jogo

Magical Drop II é um jogo de quebra-cabeça desenvolvido e publicado pela Data East; lançado em 1996 para Arcade, o game recebeu versões para Super Famicom, Sega Saturn, Neo Geo, Neo Geo CD e Neo Geo Pocket Color. O game em si mantém muitas das características vistas em seu antecessor, mas com alguns aprimoramentos. A versão avaliada neste texto é a lançada para Arcade.

Gráficos

São ótimos; o visual geral do game é bastante colorido e possui um estilo descontraído; os personagens que aparecem na área de jogo são bem feitos, detalhados e possuem várias animações, se comportando de formas diferentes conforme o desempenho do jogador; a área de jogo é simples, mas muito bem feita, contando com peças coloridas e variadas entre si; a animação do jogo flui impecavelmente.
Imagens do jogo

Som

Ótimo; as músicas presentes no jogo são bastante animadas, combinando muito bem com a parte gráfica do game e com a ação das partidas, o que contribui para melhorar a experiência como um todo; os efeitos sonoros são muito bons, com destaque para as falas dos personagens em vários momentos.

Jogabilidade

Excelente, com controles simples e precisos; a jogabilidade de Magical Drop II, como dito anteriormente, se inspira em alguns pontos em Puzzle Bobble, mas apresenta várias características próprias, que dão ao game parte de sua identidade.
A mecânica de jogo de Magical Drop II consiste na eliminação de bolas coloridas que surgem na área de jogo, através dos dois movimentos que podem ser executados pelo jogador, que são: retirar algumas bolas de determinada cor do campo e reposicioná-las em grupos para que estas sejam eliminadas, a eliminação dessas bolas da área de jogo é feita com o agrupamento vertical de pelo menos três da mesma cor, eliminando também aquelas da mesma espécie que estiverem juntas, independentemente de estarem agrupadas na vertical ou na horizontal. Há também algumas peças especiais, que geram diversos efeitos no jogo, algumas delas contam com símbolos visíveis, que se agrupadas, eliminam todas as bolas da mesma espécie da área de jogo; outras têm o poder, quando acionadas, de eliminar todas as bolas que estão em uma direção; há também blocos de gelo, que podem ser movidos livremente pelo jogador, mas que podem ser eliminados apenas quando presentes em agrupamentos de bolas.
Existem dois modos de jogo, o primeiro consiste em uma disputa na qual o jogador deve permanecer na partido o maior tempo possível, eliminando as peças que vêm do alto; o segundo modo é uma disputa, seja contra o computador ou outro jogador, na qual os competidores devem eliminar as bolas da área de jogo, gerando efeitos no campo do adversário; ambas as modalidades de jogo têm seu fim quando a pilha de peças chega à parte inferior da tela, mas no modo versus, esse fim pode ser antecipado com um dos competidores eliminando grandes agrupamentos e em sequência, aumentando assim a pilha do adversário, essa característica faz com que as partidas sejam incrivelmente dinâmicas, com os jogadores lutando para realizar agrupamentos grandes e em sequência, para assim vencer a partida o mais rápido possível. A dificuldade pode ser elevada em alguns momentos.

Considerações finais

Magical Drop II é um ótimo jogo, pois apresenta uma jogabilidade incrivelmente dinâmica e frenética, que não raro se torna caótica, sendo incrivelmente divertida, acrescida de ótimos gráficos e trilha sonora; a soma de todos os fatores resulta em um título que é, sem dúvida, um espetáculo!

Referências

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Eight Man (Arcade)

O jogo

Eight Man é um jogo de ação desenvolvido e publicado pela SNK; lançado em 1991 tanto para Neo Geo AES quanto para a plataforma de Arcade MVS, o game é inspirado no mangá e anime da década de 1960 que leva o mesmo nome, aproveitando o resgate do personagem no início da década de 1990.

História

Após ser assassinado, o corpo do detetive Yokoda é levado pelo Dr. Tani para seu laboratório, lá o cientista submete o corpo a uma experiência de transferência de força vital de um corpo humano para um andróide, o experimento, que já havia fracassado nas sete tentativas anteriores, dessa vez é bem sucedido. O detetive Yokoda renasce como o andróide Eight Man, agora dono de um corpo incrivelmente resistente, capaz de correr a velocidades sobre-humanas, além de assumir a aparência de outras pessoas. Com essas habilidades, Eight Man passa a combater o crime.
Comentário: Essa história é a do personagem e presumo que seja a mesma do game, faço essa suposição pois a quantidade de informações sobre o jogo (pelo menos em português e inglês) é escassa e por isso alguns dados podem não estar 100% corretos.

Gráficos

São muito bons; o visual geral do game é muito bom, com personagens grandes e com cores vivas; o personagem principal é grande, bem feito e detalhado; os inimigos também são grandes, bem feitos e detalhados, embora não sejam muito variados; os cenários são ótimos, muito bem feitos, diversificados e detalhados; a animação do jogo flui muito bem, principalmente nas fases em alta velocidade.
Imagens do jogo

Som

Muito bom; as músicas presentes neste jogo são ótimas, combinando bem com diversos momentos dentro do game, sendo incrivelmente empolgante em várias fases e mais sombrias nos momentos finais; os efeitos sonoros são muito bons, cumprindo bem seus papéis.

Jogabilidade

Muito boa, com bons controles; a jogabilidade de Eight Man é simples e direta, com o protagonista devendo passar por fases com progressão lateral, lutando contra exércitos de inimigos e superando vários obstáculos, para ao final enfrentar um mestre; por mais simples e comum que possa parecer essa fórmula, o game traz algumas características próprias que tornam a experiência mais interessante.
Em relação às fases, elas são simples e lineares, com o jogador devendo derrotar exércitos de inimigos e superar armadilhas, para ao final enfrentar um inimigo mais forte; as fases estão divididas em áreas, cada uma com suas características e mecânicas de jogo próprias, em alguns estágios, a progressão é constante e em alta velocidade, nessas fases Eight Man deve enfrentar inimigos que vêm de todas as direções e em diferentes velocidades, em outras, a progressão do personagem é controlada pelo jogador. Após algumas fases surge um aviso que antecede a aparição do mestre.
Sobre as habilidades de Eight Man, ele pode correr em alta velocidade e atacar os inimigos com poderosos socos e chutes, ele também possui um ataque especial que atinge todos os inimigos na tela, mas este possui uso limitado. A dificuldade está no ponto certo.

Considerações finais

Eight Man não é um daqueles jogos que podem ser chamados de clássicos ou que marcou a história das plataformas para que foi lançado por alguma característica revolucionária, mas nem por isso ele pode ser classificado como "lixo", pois consegue proporcionar bons momentos de diversão; em suma, o game é bom, apenas isso.

Referências

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Cyber-Lip (Arcade)

O jogo

Cyber-Lip é um jogo de ação e plataforma desenvolvido e publicado pela SNK; lançado em 1990 para a máquina de Arcade Neo Geo MVS, o game é um jogo de ação claramente inspirado em Contra e um dos primeiros jogos de seu gênero lançados para o Neo Geo.

História

Em 2020, a Terra criou uma colônia espacial e um exército de andróides para defendê-la de ataques de alienígenas, esse exército é controlado pelo supercomputador Cyber-Lip; um dia, Cyber-Lip começa a apresentar defeito e ordena que os andríodes ataquem as pessoas. O Presidente, ciente da situação e de sua gravidade, não tem escolha a não ser enviar os notórios soldados Rick e Brook para deter Cyber-Lip e restaurar a ordem.

Gráficos

São bons; o game conta com um bem interessante, retratando bem um ambiente futurista; os personagens são bem feitos e contam com algum detalhamento; os inimigos são bem feitos e variados, os mestres são muito bem feitos e detalhados, sendo em sua maioria grandes em relação aos personagens; a animação do jogo flui muito bem.
Imagens do jogo

Som

Bom; as músicas presentes no game são boas e combinam bem com a ação do jogo, sendo em alguns momentos empolgante e mais sombria em outros, o que ajuda a criar uma variedade maior de momentos dentro do jogo; as vozes presentes em muitos momentos são boas e ajudam a apresentar os objetivos ao jogador; os efeitos sonoros são bons,cumprindo bem seus papéis.

Jogabilidade

Boa, com bons controles; a jogabilidade de Cyber-Lip teve como fonte de inspiração o game Contra; baseando em sua jogabilidade toda a mecânica de jogo, Cyber-Lip apresenta um estilo bastante simples, mas  que funciona muito bem, além de revelar-se bastante divertido.
O personagem controlado pelo jogador possui alguns movimentos bastante comuns, como pular, correr, agarrar-se a barras no teto e rolar pelo chão, e também algumas variações desses movimentos, como um pulo mais alto, que é feito pressionando-se ao mesmo tempo o botão de pulo e cima; em relação às armas, o protagonista começa com uma arma bastante simples, que dispara apenas um tiro a cada vez que o botão é pressionado, mas conforme se avança pelo game, é possível encontrar novas armas, que são bastante variadas, não apenas no que diz respeito a suas espécies, mas também no que concerne ao poder de fogo destas; o jogador pode carregar várias espécies de armas ao mesmo tempo, podendo trocá-las com um botão; com exceção da arma principal, todas as outras armas têm munição limitada.
Sobre os cenários, eles são em sua maioria, bastante lineares e diretos, colocando o jogador de frente com hordas de inimigos para serem exterminados com o arsenal espalhado pelos estágios, em alguns trechos podem haver portas nas quais o jogador pode entrar e recarregar suas armas; a partir de um certo ponto, é possível escolher qual caminho seguir pelo jogo, o que permite uma maior variedade quanto as rotas até o objetivo final. A dificuldade é alta e o game pode ser jogado por duas pessoas em modo cooperativo.

Considerações finais

Cyber-Lip é um bom jogo, pois conta com bons gráficos, boa trilha sonora e jogabilidade simples e divertida; esse game, embora não tenha sido o mais elaborado de seu gênero a aparecer no Neo Geo MVS, ainda é bastante competente e não deixa a desejar em matéria de diversão!

Referências

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Ghost Pilots (Arcade)

O jogo

Ghost Pilots é um shoot'em up desenvolvido e publicado pela SNK; lançado em 1991 para a máquina de Arcade Neo Geo MVS, o game lembra em alguns aspectos os jogos da série 19XX da Capcom, mas sem ser igual a estes, apresentando um estilo próprio.

Gráficos

São muito bons; o visual do jogo não é o mais elaborado já visto em games do gênero lançados na mesma plataforma, mas é necessário levar em consideração que a mesma estava no início de sua operação a nível comercial; as aeronaves, embarcações e veículos terrestres são bem feitos e detalhados; os cenários são muito bons, bem feitos, diversificados e detalhados; alguns objetos durante o jogo utilizam efeitos de profundidade, como aeronaves inimigas que aparecem mais próximas ou distantes do plano do avião do jogador, criando algo bastante interessante; a animação do jogo flui bem.
Imagens do jogo

Som

Bom; as músicas presentes no jogo são boas e combinam bem com a ação dos combates, sendo mais dramáticas em alguns momentos, principalmente nas batalhas contra mestres; os efeitos sonoros são bons, com destaque para as explosões.

Jogabilidade

Muito boa, com bons controles; como dito anteriormente, Ghost Pilots lembra em alguns aspectos os jogos da série 19XX da Capcom, entretanto, sem ser uma imitação barata destes, apresentando um estilo próprio e mecânica de jogo característica.
As fases são todas na vertical, algo comum dentro do gênero; o avião controlado pelo jogador pode se deslocar para todas as direções e está armado com uma metralhadora, além de carregar algumas bombas; o jogador poderá escolher antes de algumas fases o tipo de bomba que seu avião carregará, esses armamentos possuem efeitos diferentes sobre o ambiente, o que torna a escolha de acordo com a missão algo interessante.
Ainda sobre as fases, nelas o jogador deverá cumprir algumas espécies de missões, como enfrentar aviões inimigos ou atacar alvos terrestres e/ou marinhos; a presença de duas espécies de missões que o jogador deve cumprir ajudam a dar mais variedade ao jogo, pois as formas com que cada espécie de fase e seus desafios devem ser encarados são diferentes entre si. A dificuldade de Ghost Pilots é assustadoramente alta, o game coloca o jogador para enfrentar exércitos de inimigos e intensos tiroteios ainda nos primeiros momentos.

Considerações finais

Ghost Pilots é um bom jogo, com gráficos e trilha sonora bastante competentes e jogabilidade desafiadora ao extremo, que é capaz de assustar até mesmo os mais habilidosos; em suma, um título que vale a pena!

Referências

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

The King of Fighters '95 (Arcade)

O jogo

The King of Fighters '95 é um jogo de luta desenvolvido e publicado pela SNK; lançado em 1995 para a máquina de Arcade Neo Geo MVS, o game recebeu versões para Neo Geo AES, Neo Geo CD, Sega Saturn, PlayStation e Game Boy. Este jogo é o segundo game da série The King of Fighters e traz algumas novidades se comparado a seu antecessor. A versão avaliada neste texto é a lançada para Neo Geo MVS.

História

Todos acreditavam que Rugal havia morrido na explosão ocorrida no final do torneio, mas ele sobreviveu e começo a enviar convites para um novo campeonato às equipes que haviam participado do torneio anterior, mas desta vez os convites tinham sua autoria marcada apenas como "R".

Gráficos

São excelentes; os personagens são muito bem feitos e ricamente detalhados, contando com sprites grandes e muito boas; os cenários impressionam pela beleza, diversidade e riqueza de detalhes; os poderes dos personagens continuam sendo um espetáculo à parte, muito bonitos e impressionantes; a animação do jogo flui impecavelmente.
Imagens do jogo

Som

Excelente; as músicas presentes no game são ótimas, sendo bastante animadas e empolgantes, o que combina muito bem com as lutas; as vozes presentes no game são muito boas, com destaque para o narrador; os efeitos sonoros são ótimos.

Jogabilidade

Excelente, com ótimos controles; de modo geral, a jogabilidade de The King of Figters '95 não sofreu grandes mudanças se comparada a de seu antecessor, permanecendo o sistema de lutas entre equipes de três lutadores, nas quais vence a equipe que derrotar todos os lutadores do time adversário em lutas de um contra um, mas uma mudança muito importante foi feita no que diz respeito à formação das equipes, agora o jogador não é mais obrigado a escolher uma equipe fechada, tendo a opção de montar seu próprio grupo de lutadores, podendo escolher os personagens de acordo com suas preferências pessoais.
Outras adições feitas nesse jogo dizem respeito à entrada de novos personagens e a criação de uma rivalidade que se tornaria marca registrada da série, que é a luta entre Kyo Kusanagi e Iori Yagami, personagens que possuem seus conflitos particulares dentro do universo de The King of Fighters.
As lutas continuam empolgantes, tais quais no game anterior, com combates dinâmicos e divertidos, nos quais o tempo parece passar em uma velocidade diferente. A dificuldade está no ponto certo, sem ser difícil a ponto de ser frustrante, mas também sem ser fácil.

Considerações finais

The King of Fighters '95 conseguiu não apenas manter o alto nível estabelecido por seu antecessor, mas também por trazer algumas novidades importantes, que ajudaram a criar a identidade da série; em suma, uma jóia da pancadaria!

Referências

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Captain Tomaday (Arcade)

Tomatinho voador

Captain Tomaday é um shoot'em up desenvolvido e publicado pela Visco; lançado em 1999 para a máquina de Arcade Neo Geo MVS, o game é um shoot'em up tradicional em alguns pontos, mas com uma visível veia cômica. O jogo não foi lançado oficialmente fora do Japão.

História

Uma horda de invasores estranhos chega à Terra, causando muita confusão; nesse período, no laboratório de um cientista, um tomate cai, do pequeno pé que estava dentro do laboratório, em um frasco com uma estranha fórmula, sofrendo mutações e transformando-se em Captain Tomaday; movido por algum senso de dever, o inusitado super herói sai voando do laboratório e parte para enfrentar os invasores.

Gráficos

São ótimos; o visual geral do jogo contribui significativamente para a criação do estilo cômico do game, os personagens e inimigos são muito bem feitos e detalhados; os cenários impressionam pela beleza, diversidade e riqueza de detalhes; na abertura do jogo e entre as fases há excelentes animações; a animação do jogo flui impecavelmente.
Imagens do jogo

Som

Ótimo; as músicas presentes no game são muito boas, sendo bastante diversificadas, passando do alegre ao empolgante; as falas presentes no jogo são muito boas; os efeitos sonoros também são muito bons.

Jogabilidade

Excelente, os controles respondem bem, mas são um pouco estranhos, o que requer algum tempo para que o jogador se adapte aos mesmos; como dito anteriormente, Captain Tomaday é um shoot'em up que traz alguns elementos mais tradicionais do gênero, como a progressão vertical, as grandes quantidades de inimigos  e os power-ups, contudo, o game conta com um estilo cômico bastante característico, que molda completamente a forma como muitos dos elementos citados são apresentados.
O protagonista pode atacar com socos, desferidos com ambas as mãos e que contam com controles diferentes, sendo um botão para a mão esquerda e outro para a direita, essa característica permite não apenas maior dinamismo nos ataques, como também a diversificação na forma de ataque; se Captain Tomaday ataca somente com uma mão, a outra começa a acumular energia e após algum tempo é possível desferir um poderoso soco, ainda em relação ao ataque do protagonista, os socos têm alcance limitado e sua aparência lembra o personagem Rayman, da série homônima, pelo distanciamento das mãos do corpo. Os power-ups seguem o estilo cômico do jogo e alguns afetam o protagonista de diversas formas, alterando seu tamanho ou mudando sua aparência. A dificuldade é alta, mas não está distante do visto em outros games do gênero.

Considerações finais

Captain Tomaday é um jogo bastante inusitado, mas muito divertido, não apenas por conta de seu lado humorístico, que é sem dúvida um dos principais atrativos do game, mas também pelo desafio proporcionado, que é simplesmente ótimo, o que contribui para fazer com que este jogo seja mais que recomendado!

Referências

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Neo Geo Cup '98: The Road to the Victory (Arcade)

O caminho para a vitória

Neo Geo Cup '98: The Road to the Victory é um jogo de futebol desenvolvido e publicado pela SNK; lançado em 1998 para a máquina de Arcade Neo Geo MVS, o game em si é uma versão modificada do jogo Super Sidekicks 3, com a adição da temática referente a Copa do Mundo de 1998 ao jogo citado anteriormente. Este game, embora tenha sido inspirado pela Copa, foi lançado após o final do torneio.

História (?)

Não há uma história de fato, o jogo busca recriar nos Arcades a Copa do Mundo de 1998, mas não apenas o torneio em si; adicionando todas as seleções que estiveram presentes até mesmo nas eliminatórias anteriores a competição de fato, com o time controlado pelo jogador devendo passar por todas as etapas antes de poder erguer a taça.

Gráficos

São excelentes; apesar de utilizar, de modo geral, os mesmos elementos presentes em Super Sidekicks 3, Neo Geo Cup '98 conta com gráficos impressionantes; os jogadores são muito bem feitos e contam com algum detalhamento; a câmera do jogo, ao mudar o foco constantemente, contribui para dar maior dinamismo às partidas; quando acotece algo como um cartão amarelo ou um gol, passam animações muito bem feitas, sendo algumas delas muito legais; a animação do jogo flui impecavelmente.
Imagens do jogo

Som

Excelente; nos menus há músicas muito boas, bastante agradáveis; durante as partidas, os gritos da torcida são muito bons e empolgantes; o narrador cumpre bem seu papel, embora tudo o que ele diga sejam coisas como "Throw in", "Foul" ou grite "GOAL".

Jogabilidade

Perfeita, com excelentes controles; Neo Geo Cup '98, como dito anteriormente, utiliza muitos elementos de Super Sidekicks 3, inclusive sua mecânica de jogo; o jogador tem a disposição 64 seleções, as mesmas que disputaram as eliminatórias da Copa de 1998 e o torneio de fato, conforme avança, passa para o torneio principal; dependendo da seleção escolhida, pode acabar caindo em um grupo com a composição idêntica a vista no torneio, um exemplo: caso jogue com o Brasil e chegue à Copa de fato, enfrentará na primeira fase Escócia, Marrocos e Noruega, exatamente as mesmas equipes que a seleção brasileira enfrentou na Copa de 98.
Apesar do jogo ter sido inspirado na Copa do Mundo, há também outros torneios disponíveis, como a Copa América, o Campeonato Europeu de Futebol e outros torneios internacionais.
Os controles dos jogadores são bastante simples, mas muito bons; dividindo-se entre ataque e defesa, os movimentos dos jogadores utilizam apenas três botões para realizar ambas as funções; no ataque, os jogadores podem realizar passes, chutar com diferentes forças, tendo até mesmo um chute a gol próprio; na defesa é possível dar carrinho, jogo de corpo e passar o controle para outro jogador do time. Um ponto negativo do game é que as partidas têm apenas um tempo, e não muito longo, o que gera uma pressão para que o jogador atue de maneira bastante ofensiva caso queira ter alguma chance; a dificuldade é progressiva.

Considerações finais

Neo Geo Cup '98: The Road to the Victory é um ótimo jogo, embora utilize a mesma mecânica de jogo de Super Sidekicks 3, o game buscou reproduzir a Copa de 1998 com o máximo de fidelidade possível; fora isso, o game conta com excelentes gráficos e jogabilidade perfeita, sendo altamente recomendado por este blogueiro que vos escreve!

Referências