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domingo, 6 de novembro de 2011

Shadow Dancer: The Secret of Shinobi (MD)

O segredo do shinobi

Shadow Dancer: The Secret of Shinobi é um jogo de ação desenvolvido e publicado pela Sega; lançado em 1990 para Mega Drive, o game faz parte da aclamada série Shinobi da Sega, sendo que este game é o segundo da franquia lançado para Mega Drive contudo, não é uma sequência de The Revenge of Shinobi, sendo na verdade um game inspirado pelo jogo de Arcade de mesmo nome lançado em 1989. O game em si é um jogo de ação em 2D com muitas das características que consagraram a série Shinobi, mas também traz algumas características interessantes.

História

Em 1997, o grupo chamado "Union Lizard" atacou Nova York e reduziu a maior parte da cidade a ruínas, os poucos cidadãos que sobreviveram ao ataque são mantidos prisioneiros pelos membros do grupo. Um ninja, acompanhado por seu fiel cão Yamato, saem de seu esconderijo e partem para a luta contra a Union Lizard e para o resgate dos reféns.

Gráficos

São ótimos; o visual geral do jogo é muito bom tanto para os padrões do Mega Drive quanto para a época; o protagonista e seu cachorro possuem bom tamanho, são bem feitos e o ninja possui algum detalhamento; os inimigos são bem feitos e diversificados, sendo os mestres maiores e mais detalhados; os cenários são muito bons, bem feitos, variados e detalhados, retratando diversos ambientes e se utilizando de diversos efeitos em alguns momentos, como a cidade em chamas ao fundo da primeira fase; a animação do jogo flui bem.
Imagens do jogo

Som

Muito bom; as músicas presentes no game são muito boas e combinam bem com a ação do jogo, sendo mais empolgantes em alguns momentos e mais séria em outros, aumentando um pouco a tensão sobre o que está por vir; os efeitos sonoros são muito bons, cumprindo bem seus papéis.

Jogabilidade

Ótima, com bons controles; a jogabilidade de Shadow Dancer é bastante simples e compartilha várias características com outros jogos da série Shinobi; embora ainda tenha suas peculiaridades, este jogo faz justiça à franquia da qual faz parte, entregando ao jogador boas doses de ação e desafios interessantes.
O personagem possui uma boa variedade de movimentos, que lhe permite ultrapassar inúmeros obstáculos e progredir pelos cenários mesmo sob ataque dos inimigos, o ninja pode andar, pular, mover-se enquanto está agachado e pular tanto para andares acima ou abaixo quanto passar para outro plano da tela quando o cenário permite ou exige, essa amplitude de movimentos dá ao game várias possibilidades em termos de movimentação pelos cenários, com considerável variedade de desafios nesse sentido. O protagonista possui algumas formas básicas de ataque, sendo a principal delas o arremesso de shurikens contra os inimigos, podendo também atacar com uma espada e outros golpes quando está perto do inimigo, o cachorro que acompanha o ninja também serve como arma, atacando os inimigos se o jogador segurar o botão de ataque por tempo suficiente, há também um ataque especial, que destrói todos os inimigos que estão na tela, contudo, tal ataque pode ser utilizado apenas uma vez por fase. O personagem não possui qualquer indicador de energia, morrendo com um único golpe do inimigo.
As fases são bastante variadas em termos de desafio, apresentando elementos variados conforme o jogador avança pelo game; muitos desses elementos estão sob a forma de elementos do cenário, como bueiros que explodem e pedaços de prédios que caem, mas também se concretizam como inimigos que pulam das janelas de repente, dentre outros; a progressão pelas fases nem sempre é linear, devendo o jogador em muitos casos explorar o cenário, escalar até locais mais altos, mudar de plano ou ainda sobreviver até determinado momento, tudo isso ajuda a diversificar ainda mais o desafio. O objetivo da maioria das fases é resgatar um determinado número de reféns, para então poder avançar, enquanto em outras o jogador deve apenas sobreviver até certo momento, havendo em todas as fases um contador de tempo. As lutas contra os mestres são interessantes, exigindo do jogador destreza e reflexos rápidos para sobreviver aos ataques incessantes desses inimigos. A dificuldade é considerável, embora não seja tão elevada quanto a de outros games da série Shinobi. Não há meios de salvar o progresso do jogador.

Considerações finais

Shadow Dancer: The Secret of Shinobi é mais um ótimo jogo de ação para o Mega Drive, mantendo a qualidade vista em outros jogos da série Shinobi, este game apresenta bons gráficos, boa trilha sonora e ótima jogabilidade, que proporciona bons desafios; em suma, mais um ótimo game de ação da geração 16bits que vale a pena!

Referências

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Midnight Resistance (MD)

O jogo

Midnight Resistance é um jogo de ação desenvolvido e publicado pela Data East; lançado em 1990 originalmente para Arcade, o game é um jogo de ação bastante direto, tendo várias semelhanças com os jogos da série Contra em diversos aspectos. O game recebeu versões para alguns consoles e computadores domésticos, sendo tais versões publicadas por outras empresas. A versão avaliada neste texto é a lançada para Mega Drive em 1990 e que foi publicada pela Sega of America.

História

O jogo se passa em um futuro distópico, no qual um cientista, chamado Kng Crimson e seu exército sequestram familiares do protagonista, membro de um grupo de resistência armada ao cientista, e pretendem usá-los para seus planos maléficos. Agora cabe ao herói lutar ir à luta e destruir King Crimson e suas tropas, para assim resgatar seus familiares e pôr um fim ao reinado de terror do cientista.

Gráficos

São bons; o visual do game é simples, mas bem feito, impressionando em alguns momentos; o personagem principal possui uma aparência simples e um tanto quanto genérica para um game de ação, mas é bem feito; os inimigos são bem feitos e coloridos, contando com alguma diversidade além das cores dos uniformes; os cenários são muito bons, bem feitos e variados, retratando diversos ambientes, como florestas, cidades e bases; a animação do jogo é precária.
Imagens do jogo

Som

Bom; as músicas presentes no jogo são boas, combinando bem com o estilo do game e variando conforme a ocasião, sendo empolgante na maior parte das fases e mais tensa nas lutas contra os mestres; os efeitos sonoros são bons, cumprindo bem seus papéis.

Jogabilidade

Boa, os controles são um pouco duros e podem ser um pouco estranhos no começo, exigindo do jogador algum tempo para que se acostume com os mesmos; a jogabilidade de Midnight Resistance possui várias semelhanças com a dos games da série Contra, sendo bastante simples e direta em muitos de seus aspectos, devendo o personagem controlado pelo jogador passar pelas fases atirando para todos os lados e causando tanta destruição quanto possível, contudo, este game ainda assim apresenta algumas características próprias muito interessantes e que influenciam o jogo de forma decisiva, impedindo que o game se torne apenas uma cópia de Contra.
Um aspecto interessante deste jogo são os controles, pois estes possuem algumas características bastante peculiares; diferentemente de outros jogos do mesmo gênero, em Midnight Resistance, o jogador não precisa ficar pressionando ou segurar o botão correspondente para manter a arma disparando, basta apertar o botão indicado apenas uma vez, que a arma do personagem funcionará de forma ininterrupta, dispensando o jogador de ter de pressionar ou segurar o botão de disparo constantemente, para fazer com que o personagem pare de atirar, basta apertar o botão mais uma vez. Outra característica interessante e que se revela uma qualidade é a possibilidade de o personagem poder atirar para todas as direções, mesmo em movimento. A mobilidade do personagem é algo digno de nota, pois ele pode correr, pular, subir escadas e rastejar por lugares mais estreitos, podendo durante esses movimentos também atirar nos inimigos. O protagonista não possui barra ou qualquer outro indicador de energia, perdendo uma vida a cada vez que é atingido, também derrubando os objetos recolhidos até então, mas ainda assim pode recuperá-los.
As fases são um capítulo à parte, sendo muito boas do ponto de vista da elaboração dos desafios, com vários pontos em que o jogador deve correr, pular, subir escadas, se arrastar por passagens estreitas, ou ainda enfrentar obstáculos móveis, nos quais a demora na reação leva à morte certa; todos esses desafios são muito bem distribuídos pelas fases, havendo durante esses momentos combates contra inimigos e intercalando tais momentos com lutas contra mestres, que se tornam cada vez mais desafiadores. Não há uma separação muito clara entre as fases, havendo um progresso constante, com breves intervalos em salas de armas, nas quais o jogador pode obter novos armamentos, tais como metralhadoras, lança-chamas, escopetas, dentre outros, além de explosivos e munição extra; tais armas são adquiridas com o uso de chaves obtidas de inimigos mortos durante as fases, o jogador pode carregar até seis chaves por vez para as salas de armas. A dificuldade é razoavelmente alta, aumentando durante o jogo, e não há meios de salvar o progresso do jogador.

Considerações finais

Embora lembre os games da série Contra em mais aspectos que o ideal e possua algumas falhas, Midnight Resistance ainda é um bom jogo, proporcionando um bom desafio e bons momentos de diversão, ainda que não muito duradouros; um jogo que vale a pena dar uma conferida, acredite!

Referências

sábado, 13 de agosto de 2011

Pink Goes to Hollywood (MD)

O jogo

Pink Goes to Hollywood é um jogo de plataforma desenvolvido pela Head Games inc. e publicado pela TecMagik Entertainment; lançado em 1993 para Mega Drive e Super Nintendo, o game é um jogo de plataforma estrelado pela Pantera cor de rosa, que passa por fases repletas de referências a diversos filmes. A versão avaliada neste texto é a lançada para Mega Drive em 1993.

História

A Pantera cor de rosa está a caminho de Hollywood para fazer um teste para um importante papel em um filme, enquanto é perseguida pelo incansável detetive Clouseau; durante a fuga, a Pantera entra nos estúdios da MGM e passa pelos sets de filmagem de alguns clássicos do cinema, como Poltergeist, Tarzan, Gata em teto de zinco quente, dentre outros.

Gráficos

São ótimos; o visual do game é bastante colorido e animado, contando com um estilo inspirado nos desenhos da Pantera cor de rosa; o personagem principal é bastante fiel ao original, bem feito e detalhado; os cenários são ótimos, muito bem feitos, detalhados e diversificados, sendo todos eles inspirados em clássicos do cinema; os inimigos são bem feitos e variados, mudando de acordo com o cenário em que se encontram; a animação do jogo flui muito bem.
Imagens do jogo

Som

Ótimo; as músicas presentes no jogo são muito boas e combinam bem tanto com o estilo do game quanto com o cenário em que são executadas; o grande destaque da trilha sonora do jogo é a presença da música-tema da Pantera cor de rosa, que foi muito bem adaptada para o Mega Drive; os efeitos sonoros são bons, cumprindo bem seus papéis.

Jogabilidade

Ótima, com bons controles; Pink Goes to Hollywood é um jogo de plataforma bastante tradicional para a época em que foi lançado, apresentando várias características comuns ao gênero, mas ao mesmo tempo, possui alguns aspectos próprios bastante interessantes, que tornam a experiência mais variada e menos genérica.
As fases são bastante variadas em termos de desafio, apresentando designs bastante variados entre si não apenas no que diz respeito às temáticas, mas também no que tange a elaboração dos desafios, adotando ambientes bastante amplos, com percursos não lineares, caminhos secretos e algumas soluções que fogem ao óbvio; nos cenários não costuma haver indicações do que deve ser feito ou para onde se deve ir, devendo o jogador explorar o ambiente por conta própria e descobrir os segredos do cenário através de tentativa e erro. No início do jogo, o personagem está em um ambiente no qual pode andar livremente, podendo escolher qual fase visitar ao entrar em objetos que representem o filme que o estágio dentro dele retrata; antes de entrar em cada filme, a Pantera passa por um pequeno trecho nos bastidores do set de filmagem, no qual deve desviar de câmeras que se movem para os lados e holofotes e sacos de areia que caem, para então chegar à fase de fato.
A Pantera cor de rosa possui alguns movimentos básicos para um jogo de plataforma, podendo andar, correr, pular, e atacar com uma arma que dispara uma luva de boxe retrátil, essa quantidade de movimentos pode parecer restrita, mas é o suficiente para lidar com os obstáculos e desafios presentes nas fases; o protagonista pode encontrar pelo cenário diversos itens, como power-ups que recuperam energia, estrelas que dão pontos, vidas extras e alguns objetos que influenciam na interação do personagem com o cenário, sendo bastante úteis para lidar com certas situações; dentro das fases é possível encontrar cabines cor de rosa, que auxiliam a Pantera a passar por certos trechos. A dificuldade pode ser ajustada e não há meios de salvar o progresso do jogador.

Considerações finais

Pink Goes to Hollywood é um jogo interessante, pois ao mesmo tempo em que possui várias características comuns a jogos de plataforma da mesma época, aposta em soluções menos óbvias e com um apelo diferenciado, fora isso, o game é muito bom em aspectos técnicos como gráficos e trilha sonora; um game bastante interessante e que vale a pena!

Referências

sábado, 28 de maio de 2011

Super Bomberman 3 (SNES)

O jogo

Super Bomberman 3 é um jogo de ação baseado em labirintos desenvolvido e publicado pela Hudson Soft.; lançado em 1995 para o Super Nintendo, o game é o terceiro capítulo da franquia Super Bomberman lançado para SNES. Este jogo mantém muitas das características vistas nos dois games anteriores, combinando-as com algumas novidades em vários aspectos.

História

Algum tempo após terem sido derrotados, os corpos dos Five Dastardly Bombers são resgatados do lixão onde estavam pelo seu criador, Bagular, que os reconstrói e lhes dá nova vida; os cinco robôs são enviados em uma missão e dominam as cinco estrelas de um sistema. White Bomberman e Black Bomberman estavam viajando pelo espaço quando descobrem o que aconteceu às cinco estrelas e decidem lutar mais uma vez contra os Dastardly Bombers.

Gráficos

São ótimos; o visual deste jogo combina aspectos vistos nos dois games anteriores; o personagem principal é bem feito e colorido; os inimigos são bem feitos, coloridos e diversificados, sendo os mestres maiores e mais detalhados que os inimigos comuns; os cenários são muito bem feitos, detalhados e diversificados, possuindo um estilo que combina características vistas em Super Bomberman e Super Bomberman 2; a animação do jogo flui muito bem.
Imagens do jogo

Som

Ótimo; as músicas presentes no jogo são muito boas, combinando composições vistas nos games anteriores com versões rearranjadas destas e outras inéditas; a trilha sonora de Super Bomberman 3 é composta basicamente por músicas animadas, havendo em alguns momentos outras mais empolgantes, mas todas elas combinam muito bem com o estilo do game; os efeitos sonoros são muito bons, cumprindo bem seus papéis, com destaque para as explosões.

Jogabilidade

Ótima, com bons controles; a jogabilidade de Super Bomberman 3 mantém muitas das principais características vistas nos outros jogos da série, mas também traz algumas novidades, combinando dois estilos distintos entre si, o que resulta em uma experiência que possui ao mesmo tempo, um estilo familiar e inúmeras novidades, dando a este game estilo próprio e impedindo que se tornasse "mais do mesmo".
O personagem manteve as mesmas habilidades, podendo inicialmente plantar bombas e se locomover pelo cenário, as bombas em um primeiro momento podem ser plantadas apenas uma por vez, e estas possuem alcance destrutivo limitado, todos os aspectos das bombas, como a quantidade que podem ser plantadas por vez, o alcance destrutivo, dentre outros aspectos podem ser aprimorados com power-ups espalhados pelas fases; assim como as bombas, o personagem também pode ser aprimorado e ganhar novas habilidades com diversos power-ups, que permitem ao protagonista andar mais rápido, chutar bombas, atravessar explosivos plantados, dentre outras habilidades disponíveis. Uma novidade presente neste jogo são os cangurus, que podem ser encontrados pelas fases e que servem aos personagens como montaria, permitindo que o jogador pule sobre bombas e dando ao mesmo uma sobrevida caso seja atingido, essa sobrevida é obtida à custa da perda do animal.
As fases sofreram mudanças significativas em sua estrutura, adotando um estilo muito próximo do visto no primeiro Super Bomberman, com áreas limitadas ao alcance da tela, mas com inúmeras características diferentes, adotando um formato mais irregular dentro do cenário, com diversos obstáculos como pontes, barreiras e vários objetos interativos, que tornam os ambientes mais diversificados e desafiadores. Outro aspecto dos cenários é que eles são divididos em "setores", cada um ocupando uma tela, para passar de um setor ao outro, é necessário destruir todos os globos vermelhos que estão no cenário, e o mesmo vale para passar de fase. Cada estrela está dividida em diversas fases, que o jogador deve passar antes de enfrentar o Dastardly Bomber de ocasião. O game possui modo para dois jogadores na aventura principal, assim como um modo batalha para vários jogadores. A dificuldade está no ponto certo e o progresso do jogador pode ser salvo através de passwords.

Considerações finais

Super Bomberman 3 é mais um grande jogo do Bomberman lançado para Super Nintendo, com ótimos gráficos e trilha sonora, mas seu grande destaque está na jogabilidade, que consegue trazer inovação a uma fórmula clássica; um game mais que recomendado por este blogueiro que vos escreve!

Referências

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Hard Drivin' (MD)

O jogo

Hard Drivin' é um jogo de corrida desenvolvido e publicado pela Atari; lançado em 1989 para Arcade, o game é um simulador de pilotagem, que permite ao jogador controlar um carro esporte de forma bastante realista para a época, com o uso de recursos como física avançada dentro do game e volante com force feedback. O jogo recebeu versões para diversos consoles e computadores domésticos nos anos seguintes. A versão avaliada neste texto é a lançada para Mega Drive em 1991 e que foi publicada pela Tengen.

Gráficos

São muito bons para a época; o visual deste game é bom, apesar das limitações do hardware do Mega Drive se comparado à máquina de Arcade; todo o visual do game é feito em 3D, bastante rudimentar para os padrões atuais, é verdade, mas ainda assim bem interessante, a câmera é normalmente posicionada na primeira pessoa, dando ao jogador uma visão próxima a que seria do piloto, embora em alguns momentos ela esteja em outros ângulos, principalmente quando mostra replays de ações do jogador; todo o ambiente, assim como os objetos nele presentes são poligonais, simples, sem texturas, mas bem feitos; a animação do jogo flui bem e a sensação de velocidade proporcionada é boa.
Imagens do jogo

Som

Bom; durante a maior parte do jogo não há música, somente o ronco do motor do carro, pneus cantando e efeitos sonoros relacionados a batidas, todos esses efeitos são bons e cumprem bem seus papéis.

Jogabilidade

Muito boa, com bons controles; a jogabilidade de Hard Drivin', como dito anteriormente, é focada na simulação, o que confere a ela um caráter mais técnico, exigindo do jogador uma forma diferente de guiar o carro, uma vez que as leis da física atuam com maior intensidade no ambiente do game, buscando dessa forma maior realismo.
O carro é controlado de forma simples, dispondo de comandos como: aceleração, freio e controle sobre a direção, isso é o suficiente para guiar o carro pelas pistas; a pilotagem, especialmente conforme a velocidade aumenta, sofre uma influência igualmente crescente de diversos fatores que atuam sobre o carro, tornando-o mais difícil de ser conduzido, esses fatores são: a força centrífuga durante as curvas, a perda de aderência dos pneus em algumas circunstâncias, a maior facilidade do carro rodar quando se está em alta velocidade, dentre outros. O domínio, ainda que razoável, da pilotagem requer algum tempo e o aprendizado de alguns truques, como o controle do veículo quando este começa a sair de lado e o controle mais preciso da aceleração e do freio em certas situações.
A pista é somente uma, mas ela se divide em duas seções, que podem ser livremente acessadas pelo jogador. A primeira seção é a pista de velocidade, que não possui desafios incomuns, apenas curvas, alguns aclives, declives e veículos que também estão na via; nessa pista é possível atingir velocidades mais altas e o desafio fica por conta do controle do veículo em alta velocidade, principalmente nas curvas e quando há outros carros no caminho. A segunda seção da pista é a pista de desafios, repleta de trechos bastante inusitados e que requerem técnicas distintas de pilotagem para serem superados, como no caso da ponte suspensa, nesse desafio é necessário saber controlar a velocidade para o salto, pois se este for feito a uma velocidade muito alta ou baixa demais o resultado pode ser uma colisão; outros desafios presentes nesse setor são: o looping e um trecho inclinado. Em ambas as pistas, a corrida também é contra o tempo, devendo o jogador passar por checkpoints para ganhar tempo extra.

Considerações finais

Hard Drivin' é um jogo bastante interessante para a época em que foi lançado, apresentando um visual que impressionava pelo uso de um ambiente 3D, ainda que este visual não tenha envelhecido bem; além disso, a jogabilidade que busca entregar certo grau de realismo é muito boa, exigindo do jogador um modo diferente de controlar o carro; em suma, um game interessantíssimo!

Referências

domingo, 15 de maio de 2011

Kirby's Dream Course (SNES)

O jogo

Kirby's Dream Course é um jogo de golfe desenvolvido pela HAL Laboratory e publicado pela Nintendo; lançado em 1994 no Japão e em 1995 nos EUA para Super Nintendo, o game é um jogo de golfe protagonizado por Kirby, que faz o papel da bola e empresta ao esporte muitas das características de seus games de plataforma, dando ao jogo um aspecto menos técnico e mais original.

História

Os habitantes de Dream Land gostam de olhar as estrelas à noite, mas uma noite, todas as estrelas do céu desapareceram. O Rei Dedede roubou as estrelas e as entregou para seus soldados. Para recuperar o brilho das noites de Dream Land, Kirby infiltra-se no castelo de Dedede e busca recuperar todas as estrelas roubadas e que estão em poder dos soldados do vilão.

Gráficos

São ótimos; o visual do game é muito bem feito e colorido, mantendo o estilo dos outros games do Kirby, mas adotando neste jogo uma visão isométrica; o protagonista continua com seu estilo simples, mas ainda é bem feito; os inimigos e obstáculos são muito bem feitos e diversificados; os cenários são bem feitos, com elementos e planos de fundo diversificados; a animação do jogo flui muito bem.
Imagens do jogo

Som

Ótimo; as músicas presentes no jogo são muito boas, seguindo o estilo característico dos games do Kirby e combinando muito bem com o jogo; a trilha sonora de Kirby's Dream Course combina músicas cativantes com outras mais animadas e algumas composições clássicas dos games protagonizados pela bolinha rosada, todas essas músicas contribuem sobremaneira para a criação de uma atmosfera bastante diversificada dentro do game; os efeitos sonoros são muito bons, cumprindo bem seus papéis.

Jogabilidade

Ótima, com bons controles; a jogabilidade de Kirby's Dream Course combina diversos aspectos do golfe com características de jogos de plataforma do Kirby, essas características não se resumem ao visual, estendendo-se a vários pontos da mecânica de jogo e tornando este game mais do que um simples jogo de golfe.
A movimentação de Kirby pelos cenários é feita através de "tacadas", utilizadas para fazer com que o protagonista destrua inimigos e entre nos buracos; essas tacadas podem ser realizadas de diversas formas e com diferentes níveis de força, seja apenas com um toque simples, seja fazendo Kirby sair do chão para alcançar locais mais altos ou transpor obstáculos, seja "com efeito" para que o personagem fique no chão ou faça uma trajetória curva, as possibilidades oferecidas ao jogador são bastante amplas, permitindo diversos meios de se passar pela fase. Uma característica marcante é a possibilidade de Kirby obter os poderes de alguns inimigos, esses poderes são bastante variados e úteis diante de diversas situações presentes no jogo, permitindo ao jogador controlar a queda do personagem, passar por terrenos difíceis, destruir alguns obstáculos, dentre outras habilidades. As tacadas são limitadas pela energia de Kirby, indicada por quatro frutas, cada fruta permite uma tacada e frutas adicionais podem ser conseguidas com a eliminação de inimigos; caso o jogador não consiga chegar ao buraco antes que as frutas acabem, perde-se uma vida; caso consiga destruir os inimigos e chegar ao buraco em apenas uma tacada, ganha-se uma vida extra.
As fases são bastante variadas, contando com desafios, obstáculos e elementos diversos, que contribuem para criar constantemente desafios cada vez mais criativos e elaborados, que exigem do jogador habilidade e inteligência para serem superados; para passar de fase, o jogador deve destruir quase todos os inimigos do cenário, para que o último deles se transforme no buraco. O jogo é dividido em diversos "mundos", com oito fases cada, esses mundos apresentam desafios cada vez mais elaborados, com elementos que podem tanto facilitar quanto dificultar o jogo. O game possui um modo para dois jogadores; a dificuldade é progressiva e o progresso do jogador pelos mundos é salvo automaticamente.

Considerações finais

Kirby's Dream Course é um ótimo jogo, combinando golfe com o universo de Kirby, este game apresenta uma experiência bastante incomum e incrivelmente divertida, cativando o jogador com sua mecânica de jogo bem construída, que proporciona desafios que são, ao mesmo tempo, exigentes e recompensadores; um título memorável, sem dúvida!

Referências

terça-feira, 10 de maio de 2011

Dynamite Duke (MD)

O jogo

Dynamite Duke é um jogo de ação desenvolvido e publicado pela Seibu Kaihatsu Co.; lançado em 1989 para Arcade e posteriormente para algumas plataformas domésticas. O game é um jogo de ação com um estilo simples e direto, próprio de jogos de Arcade, utilizando-se de uma mecânica de jogo toda em 2D, mas com uma perspectiva diferente. A versão avaliada neste texto é a lançada para Mega Drive em 1990 e que foi adaptada para o console pela própria Sega.

História

Um cientista de renome decidiu utilizar uma fórmula secreta para criar seu exército particular de guerreiros mutantes e assim conquistar o mundo. Agora cabe a Dynamite Duke, um soldado com um braço mecânico equipado com uma metralhadora deter os planos desse cientista.

Gráficos

São muito bons; o game faz uso de uma perspectiva bastante peculiar, posicionando a câmera atrás do personagem, assim como tornando partes de seu corpo transparentes, proporcionando dessa forma uma visão diferente da ação; o personagem principal é bem feito, tem bom tamanho e algum detalhamento; os inimigos são bem feitos, variados e alguns deles são mais detalhados, podendo transitar entre diferentes planos do cenário, afastando-se ou se aproximando do personagem; os cenários são muito bons, bem feitos, detalhados e diversificados, retratando diversos ambientes; a animação do jogo flui bem.
Imagens do jogo

Som

Bom; as músicas presentes no jogo são boas e combinam bem com o visual e a ação do game, a trilha sonora é, de modo geral, bastante séria, sendo mais empolgante em alguns momentos e tensa e outros, especialmente nas lutas contra os mestres; os efeitos sonoros são bons, cumprindo bem seus papéis.

Jogabilidade

Muito boa, com bons controles; a jogabilidade de Dynamite Duke, como dito anteriormente, é simples e bastante direta, som muitos floreios quanto à história e momentos durante o jogo com o desenvolvimento de uma trama ou alguma aleatoriedade, colocando o jogador em combates constantes logo nos primeiros momentos e raramente dando folga para descanso durante as fases.
O personagem controlado pelo jogador progride automaticamente pelo cenário, que se move de um lado para outro, podendo o jogador deslocar-se dentro da área da tela e abaixar-se, assim como controlar a mira da arma, enquanto se está atirando, não é possível  mover-se para desviar de tiros e outros ataques vindos de inimigos, o que força o jogador a constantemente alternar entre atirar e se desviar de ataques. O protagonista possui inicialmente uma arma que faz disparos em rajadas, que apesar de não ser tão eficiente quanto um modo de disparo totalmente automático, são muito melhores que ter de pressionar constantemente o botão para efetuar alguns poucos tiros; é possível encontrar diversas armas ao longo das fases, todas elas possuem munição limitada; o personagem também pode atacar com socos e chutes e utilizar um ataque especial que causa muito dano aos inimigos.
As fases não são muito variadas no que diz respeito aos desafios proporcionados pelo ambiente, apresentando apenas inimigos diversos em diferentes planos e perspectivas, que somados à progressão automática do cenário, constroem uma jogabilidade que, apesar de não ser das mais profundas e variadas, ainda assim se revela bastante divertida por conta dos combates, que em alguns momentos são mais intensos, principalmente nas lutas contra os mestres. A dificuldade é progressiva.

Considerações finais

Embora não seja uma obra-prima, Dynamite Duke é um bom jogo, com uma proposta simples, mas honesta, proporcionando partidas dinâmicas e que não requerem maiores comprometimentos; em suma, um game divertido e descompromissado, bom para quem busca um pouco de ação pura e simples!

Referências

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Super Bomberman 2 (SNES)

O jogo

Super Bomberman 2 é um jogo de ação baseado em labirintos desenvolvido pela Produce Co. e pela Hudson Soft e publicado pela Hudson Soft; lançado em 1994 para Super Nintendo, o game é o segundo jogo da série Super Bomberman, lançada para SNES.O jogo mantém muitas das características que consagraram a série, mas traz em conjunto novos atributos se comparado aos games anteriores.

História

Cinco ciborgues maléficos, chamados "Five Dastardly Bombers" decidiram dominar o universo. No planeta Terra, eles capturam o Bomberman original e o aprisionam em sua base; ele acorda na masmorra de Magnet Bomber e agora deve lutar para derrotar os cinco ciborgues, salvar a Terra e a si mesmo.

Gráficos

São ótimos; o visual deste jogo é bem diferente do de seu antecessor, possuindo um estilo que condiz com a estética da série, mas de uma forma diferenciada; a câmera do jogo continua posicionada no alto; o personagem principal continua pequeno e simples, porém bem feito; os inimigos parecem ser um pouco menores que antes, mas nem por isso menos bem feitos e detalhados; os cenários foram o ponto de maior mudança, ao fugirem um pouco do labirinto básico dos games anteriores, ganhando formas mais diversificados e com temas variados; a animação do jogo flui muito bem.

Imagens do jogo

Som

Ótimo; as músicas presentes no jogo são excelentes e combinam muito bem tanto com a parte visual do game quanto com a jogabilidade; a trilha sonora de Super Bomberman 2 possui basicamente músicas cativantes e animadas, que embalam as partidas e ajudam a construir uma atmosfera mais agradável; os efeitos sonoros são ótimos, cumprindo muito bem seus papéis, com destaque para as explosões.

Jogabilidade

Excelente, com ótimos controles; a jogabilidade de Super Bomberman 2 mantém os principais aspectos da mecânica de jogo da série, apresentando labirintos onde o jogador deverá abrir caminho e destruir inimigos com o uso de bombas para progredir pelo game, contudo, este jogo possui algumas diferenças se comparado a seu antecessor, o que torna a experiência de jogo mais diversificada.
O personagem principal ainda pode deixar pelo cenário bombas que detonam após um periódo de tempo, podendo essas bombas ser aprimoradas com uma série de itens presentes nos cenários, que aumentam a área de destruição, a quantidade de bombas que podem ser deixadas pelo cenário ao mesmo tempo, permitem o controle da detonação, dentre outros, que aumentam o poder do protagonista. Bomberman ainda morre em algumas circunstâncias, tais como: se tocado por um inimigo, atingido pela explosão de uma bomba, ou ainda se o tempo da fase acabar; todas essas hipóteses fazem com que o jogador tenha de agir com alguma cautela caso queira sobreviver às partidas.
As fases sofreram algumas mudanças, tanto na estética quanto em aspectos da estrutura, pois apesar das formas labirínticas terem se mantido, os cenários adquiriram formas mais elaboradas, com passagens, níveis e outras características; o jogador deve passar por uma série de mundos, cada um com suas características e inimigos próprios, cada "mundo" possui um tema, que influencia nos tipos de inimigos e obstáculos. O jogador ainda deve destruir inimigos, mas isso não basta mais para abrir a porta, devendo também acionar diversos botões espalhados pelo cenário, a porta de saída não é mais um "quadrado" que deve ser encontrado, agora ela é visível e perfeitamente integrada ao ambiente. Há modos de jogo para vários jogadores, a dificuldade está no ponto certo e o progresso do jogador pode ser salvo através de passwords.

Considerações finais

Super Bomberman 2 representa alguns passos importantes na evolução da série, trazendo parte considerável da jogabilidade tradicional da franquia, mas com novidades mais que bem vindas, além disso, o game apresenta ótimos gráficos e trilha sonora, que tornam a experiência ainda melhor; em suma, um título mais que recomendado!

Referências

domingo, 24 de abril de 2011

E-SWAT: City Under Siege (MD)

Cidade sitiada

E-SWAT: City Under Siege é um jogo de ação desenvolvido e publicado pela Sega; lançado em 1989 para Arcade e em 1990 para Mega Drive e Master System, o game é um jogo de ação com progressão lateral e inspirado por Shinobi em alguns momentos, com vaga inspiração em Rolling Thunder no estilo. A versão avaliada neste texto é a lançada para Mega Drive em 1990.

História

A cidade foi tomada por um aumento repentino, mas estrondoso da criminalidade, e é o dever do policial Duke Oda limpar a cidade da bandidagem; mas conforme os criminosos passam a utilizar armas mais poderosas, eles e vê obrigado a utilizar o Ice Combat Suit, um traje de alta tecnologia equipado com várias armas para combater a E.V.E., organização criminosa que emprega armas avançadas em suas ações.

Gráficos

São muito bons; o visual do game é muito bom para os padrões do Mega Drive; o personagem principal é bem feito e detalhado, principalmente a partir da terceira fase, quando passa a vestir a Ice Combat Suit; os inimigos são muito bem feitos, variados e detalhados; com destaque para os mestres; os cenários são ótimos, bem feitos, diversificados e detalhados, retratando vários ambientes; a animação do jogo flui bem.
Imagens do jogo

Som

Muito bom; as músicas presentes no jogo são muito boas e combinam bem com o visual futurista; a trilha sonora de E-SWAT conta com músicas futuristas na maior parte do tempo, contribuindo para a criação da atmosfera pretendida; os efeitos sonoros são bons, cumprindo bem seus papéis.

Jogabilidade

Ótima, com bons controles; a jogabilidade de E-SWAT é bastante simples e direta, com o personagem controlado pelo jogador devendo andar pelo cenário, destruir inimigos e recolher itens, para no final enfrentar um mestre; embora seja algo simples, funciona muito bem, principalmente por conta dos pequenos detalhes, que fazem este game se destacar.
O personagem controlado pelo jogador, em um primeiro momento não possui o traje especial, contando apenas com suas capacidades físicas e sua arma, mas a partir da terceira fase passa a utilizar o Ice Combat Suit, que lhe confere uma série de novas habilidades. O traje permite o uso de vários tipos de armas, que não se limitam ao tiro simples, abrangendo metralhadoras, arma de tiro acumulado, lançador de foguetes e lança-chamas, armas estas que podem ser obtidas pelo jogador durante as fases; também é possível voar por um breve momento com o traje, porém, a capacidade de vôo é limitada pelo combustível, que é reposto com o tempo.
As fases são variadas no que diz respeito ao desafio, apresentando obstáculos que não se limitam apenas aos inimigos e suas peculiaridades, explorando em alguns momentos características únicas de cada fase; embora a maior parte dos estágios sejam bastante lineares, alguns fogem a essa regra, exigindo que o jogador explore um pouco para encontrar o caminho, enquanto em outros, elementos únicos pressionam o jogador a continuar avançando. Em todas as fases é necessário enfrentar um mestre ao final, esses inimigos são bastante variados entre si, mas todos eles exigem habilidade e destreza do jogador para serem derrotados. A dificuldade está no ponto certo.

Considerações finais

E-SWAT: City Under Siege é um ótimo jogo, apresentando ótimos gráficos e trilha sonora, mas seu principal destaque é sua jogabilidade, bastante desafiadora e que exige cada vez mais do jogador; um game mais que recomendado!

Referências

domingo, 17 de abril de 2011

Bonkers (SNES)

Justiça animada

Bonkers é um jogo de plataforma desenvolvido e publicado pela Capcom; lançado em 1994 para Super Nintendo, o game é inspirado no desenho animado de mesmo nome criado pela Disney, e fazendo uso de seus personagens e ambientações. O jogo em si é um game de plataforma bastante tradicional, com características comuns a outros jogos do mesmo gênero lançados na mesma época e também com outros games da Capcom protagonizados por personagens da Disney.

História

Um ladrão não identificado conseguiu roubar três dos tesouros mais valiosos de Hollywood. Foram levados pelo criminoso o chapéu do Feiticeiro, a voz da Sereia e a Lâmpada mágica; os três itens são as contribuições inestimáveis de Toondom para o mundo, e o policial Bonkers tenta convencer seu parceiro Lucky a investigar o caso e reaver os tesouros roubados, mas antes que possam pensar sobre o assunto, a viatura onde os dois estavam colide com um poste e Lucky acaba no hospital. Vendo seu parceiro machucado devido ao acidente, Bonkers decide investigar sozinho o caso.

Gráficos

São ótimos; o visual do game busca reproduzir a estética do desenho animado, e faz isso muito bem, mantendo a fidelidade para com o estilo original, embora as cores pareçam um pouco desbotadas; o personagem principal é bem feito e detalhado, os inimigos são bem feitos, variados e detalhados; os cenários são ótimos, muito bem feitos, diversificados e detalhados, retratando diversos ambientes, a animação do jogo flui muito bem.
Imagens do jogo

Som

Ótimo; as músicas presentes no jogo são muito boas e combinam bem tanto com o visual quanto com a ação do game; a trilha sonora de Bonkers é bastante animada, com músicas que dão às fases uma ótima contribuição para a criação da atmosfera pretendida; os efeitos sonoros são bons, cumprindo bem seus papéis.

Jogabilidade

Ótima, com bons controles; a jogabilidade de Bonkers segue um estilo não muito diferente do visto em outros games de plataforma da mesma época, apresentando um sistema com progressão bastante linear, embora os cenários dêem a possibilidade de alguma exploração; apesar do aspecto mais "tradicional", o game tem algumas características próprias, que lhe conferem alguma originalidade e contribuem para criar um desafio mais interessante.
O personagem principal, Bonkers, pode andar, correr, pular e arremessar bombas, essas habilidades se revelam o suficiente para lidar com os desafios apresentados ao longo do jogo. Normalmente Bonkers apenas anda, mas pode correr por um período de tempo limitado, devendo esperar alguns instantes até que possa correr novamente, essa limitação é demonstrada pela barra na parte inferior da tela, que indica quando o personagem pode usar essa habilidade, que é acionada através de um botão; enquanto está correndo, o protagonista pode saltar mais alto, rolar por passagens estreitas e interagir com alguns objetos do cenário, seja movimentando-os ou os destruindo, algo necessário em certos momentos. Bonkers pode derrotar os inimigos de duas formas, pulando sobre eles ou com bombas, que vêm em quantidade limitada, mas que podem ser recuperadas e terem o limite ampliado com itens específicos espalhados pelas fases.
As fases são bastante variadas no que diz respeito aos desafios apresentados, com estágios que, apesar de serem basicamente lineares, podem ser bastante amplos, permitindo alguma exploração pelo jogador; durante as fases, o jogador deverá lidar não apenas com inimigos, mas também com objetos do cenário que podem ferir o personagem, como letreiros e holofotes quebrados; após uma ou duas fases, o jogador deverá enfrentar um mestre, que variam entre si não somente quanto à aparência, mas também no que diz respeito às estratégias necessárias para serem derrotados, e assim como muitos dos desafios presentes nas fases, demandam o uso das habilidades do personagem. A dificuldade está no ponto certo.

Considerações finais

Bonkers é um ótimo game, que manteve a conhecida qualidade da Capcom em seus jogos de plataforma inspirados em personagens da Disney, apresentando bons gráficos, boa trilha sonora e jogabilidade variada e desafiadora, ; a soma de qualidades faz deste game uma ótima opção para os fãs de games de plataforma!

Referências

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Darxide (32X)

O jogo

Darxide é um shoot'em up desenvolvido pela Frontier Development e publicado pela Sega; lançado em 1995 para o add-on do Mega Drive, Sega 32X, o game é um space shooter em 3D, inspirado parcialmente no antigo game Asteroids. O jogo foi um dos últimos games lançados para 32X e seria um dos títulos de lançamento do Sega Neptune, console que combinaria os hardwares do Mega Drive e do 32X em um único aparelho. O game foi lançado somente na Europa e é bastante raro.

História

O jogador controla uma nave espacial solitária, que deve destruir asteróides e alienígenas que ameaçam aniquilar colônias espaciais humanas.

Gráficos

São bons; o visual do game é todo construído com polígonos, fazendo extenso uso das capacidades extras do 32X; a nave controlada pelo jogador é bem modelada, mas as texturas não são muito definidas; outros objetos presentes no cenário, como naves e asteróides são bem feitos; os cenários são basicamente o espaço aberto, nos quais é possível ver luas e galáxias ao fundo, que dão ao ambiente vazio um pouco mais de beleza; a animação do jogo flui bem.
Imagens do jogo

Som

Bom; as músicas presentes no jogo são boas e combinam bem com o estilo do game; a trilha sonora de Darxide faz uso de música eletrônica, com composições que se mostram adequadas ao estilo futurista do jogo; os efeitos sonoros são bons, cumprindo bem seus papéis.

Jogabilidade

Boa; os controles são um pouco estranhos e requerem um pouco de tempo para que o jogador se acostume com os mesmos; a jogabilidade de Darxide é toda em um ambiente em 3D, com um espaço vasto, pelo qual o jogador poderá transitar com sua nave e cumprir os objetivos de cada fase, que podem ser bastante específicos, mas ainda assim garantem alguma liberdade ao jogador, principalmente na forma como cumprir essa ou aquela tarefa.
A nave controlada pelo jogador possui alguns comandos básicos, como acelerar, reduzir a velocidade e atirar, essa quantidade de comandos, apesar de parecer pequena, é suficiente diante da proposta do game e dos desafios apresentados, dando ao jogador, em conjunto com a possibilidade de se mover livremente pelo cenário, o controle pleno da nave; sobre as armas, o jogador tem a disposição inicialmente um sistema de canhões laser, consideravelmente rápidos e poderosos, que funcionam de modo automático e são bastante eficientes contra asteróides e muitos dos inimigos, mas ao longo do jogo é possível adquirir novas armas, que aumentam o poder destrutivo da nave.
Como dito anteriormente, as fases consistem em missões específicas, nas quais o jogador deverá cumprir objetivos determinados e dentro de um período de tempo; durante a fase, o jogador pode mover-se livremente pelo cenário e agir como quiser desde que cumpra o objetivo estabelecido dentro do tempo disponível. As missões que devem ser cumpridas pelo jogador têm alguma variedade, consistindo em diversos casos, na destruição de alguns alvos específicos, que podem ser eliminados com as armas disponíveis ao jogador; nesse ponto a liberdade de movimentação e a possibilidade de destruição de naves e asteróides a critério do jogador é que o game mostra sua inspiração no clássico Asteroids. A dificuldade pode ser selecionada e o idioma utilizado em todo o game ajustado logo no início.

Considerações finais [1]

Darxide é um bom jogo, apresentando bons gráficos, boa trilha sonora e jogabilidade competente dentro daquilo a que se propõe; embora seja um game bastante honesto dentro de sua proposta original, ganha maior destaque pelo fato de ser um dos poucos bons jogos do 32X, add-on cuja biblioteca não é das mais amplas; em suma, um bom game, mas apenas isso.

Considerações finais [2]

Infelizmente ainda estou mais atarefado que gostaria, o que me impediu de jogar e escrever para o blog, por isso o atraso indecente na publicação da primeira análise de um game do mês. Peço desculpas e farei o possível para publicar tudo àquilo que que foi planejado.

Referências

sexta-feira, 25 de março de 2011

Super Bomberman (SNES)

Explodindo no Super Nintendo

Super Bomberman é um jogo de ação baseado em labirintos desenvolvido e publicado pela Hudson Soft; lançado em 1993 para Super Nintendo, o game é o primeiro jogo da série Bomberman lançado para Super Nintendo. O jogo apresenta muitas das características que consagraram a série, em conjunto com novos aspectos e modos de jogo. O game foi o primeiro do Super Nintendo com suporte para até quatro jogadores simultâneos.

História

Ao norte da cidade natal de Bomberman, Peace Town, está a moderna metrópole Diamond City. Lá, o malvado Carat Diamond e seu comparsa, Dr. Mook, estão organizando um campeonato de robôs, com máquinas criadas especificamente para o combate; com o objetivo de roubar as capacidades de combate avançadas de Bomberman, eles enviam um falso Bomberman para capturar o verdadeiro. Ciente dos planos de Diamond, Black Bomberman parte sozinho para enfrentar o robô falso, mas acaba derrotado, mesmo assim ele consegue escapar e busca encontrar White Bomberman para avisá-lo do perigo iminente. Enquanto isso, exércitos de robôs marcham em direção à Peace Town, agora, os dois heróis devem unir suas forças para derrotar Diamond e seu exército.

Gráficos

São ótimos; o visual do game mantém o mesmo estilo visto nos jogos anteriores, com a câmera posicionada no alto, mas agora aproveitando todas as capacidades do novo console; os personagens são simples e pequenos, mas muito bem feitos e detalhados; os inimigos são bem feitos, detalhados e incrivelmente variados; os cenários são ótimos, embora tenham a mesma estrutura básica, todos eles são muito bem feitos, diversificados e detalhados, contando com diversos temas, como circo e floresta; a animação do jogo flui muito bem.
Imagens do jogo

Som

Ótimo; as músicas presentes no jogo são ótimas e combinam muito bem tanto com a parte visual do game quanto com a jogabilidade; a trilha sonora de Super Bomberman é variada, com músicas cativantes e animadas na maior parte do tempo, contando com composições mais dramáticas nas lutas contra os mestres; os efeitos sonoros são muito bons, cumprindo muito bem seus papéis, com destaque para as explosões.

Jogabilidade

Excelente, com ótimos controles; a jogabilidade de Super Bomberman mantém o estilo e muitas das características vistas nos games anteriores, mas também traz muitas novidades em vários aspectos, que alteram significativamente a experiência de jogo, tornando-a mais rica e profunda, seja para um ou mais jogadores.
Bomberman continua sendo controlado da mesma forma de antes, podendo se mover e plantar bombas pelo cenário, que explodem pouco tempo depois e que possuem alcance destrutivo limitado, as bombas podem ser aprimoradas em vários aspectos com uma infinidade de itens, que permitem ao jogador plantar mais bombas pelo cenário ao mesmo tempo, aumentar o alcance destrutivo e controlar a detonação; também é possível aprimorar o personagem com vários power-ups, que concedem habilidades bastante variadas, como  correr mais rápido, chutar bombas plantadas para outro ponto e atravessar paredes, todas essas habilidades são bastante úteis e ajudam a lidar com os vários desafios presentes ao longo de todo o jogo. O personagem morre em algumas circunstâncias, como quando fica dentro do raio de alcance da bomba, é tocado por algum inimigo ou quando o tempo acaba, mas é possível conseguir vidas extras obtendo a quantidade de pontos necessária ou recolhendo o item adequado.
As fases são bastante variadas no que diz respeito ao desafio, pois a disposição dos elementos e o comportamento dos inimigos tornam os estágios mais interessantes; sobre os inimigos, como dito anteriormente, eles são bastante variados, e essa diversidade se reflete em seus comportamentos, obrigando o jogador a pensar constantemente na melhor forma de acabar com eles; o jogo é dividido em "mundos", cada um com oito fases cada, na última fase de cada mundo o jogador deve enfrentar um mestre, que exige habilidade e inteligência para ser derrotado. O game pode ser jogado por duas pessoas em modo cooperativo, a dificuldade é progressiva e os avanços do jogador podem ser salvos através de passwords.
Além do modo principal, há também um modo de competição para até quatro jogadores simultaneamente, que se enfrentam em combates caóticos e divertidos; para jogar com mais de dois jogadores, é necessário o uso de um multitap, aparelho que permite conectar ao console até quatro controles ao mesmo tempo.

Multitap
Dois modelos de Multitap disponíveis para o Super Nintendo

O Multitap é um periférico de video games que possibilita a conexão de mais controles que o permitido originalmente no console, possibilitando dessa forma que mais jogadores participem do jogo ao mesmo tempo. O Super Nintendo teve alguns multitaps lançados por várias empresas, mas o primeiro deles foi lançado pela Hudson Soft em 1993, e acompanhava o jogo Super Bomberman ou podia ser comprado separadamente, o Multitap da Hudson tinha quatro entradas, permitindo dessa forma que até cinco controles fossem conectados ao SNES.

Considerações finais

Super Bomberman marca a chegada da série Bomberman ao Super Nintendo, com um game que aproveita muito bem as capacidades do SNES, apresentando ótimos gráficos e trilha sonora, assim como uma jogabilidade impecável e incrivelmente divertida, tanto no modo principal quanto no modo batalha; um game que continua absurdamente divertido até hoje e mais que recomendado!

Referências