quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Midnight Resistance (MD)

O jogo

Midnight Resistance é um jogo de ação desenvolvido e publicado pela Data East; lançado em 1990 originalmente para Arcade, o game é um jogo de ação bastante direto, tendo várias semelhanças com os jogos da série Contra em diversos aspectos. O game recebeu versões para alguns consoles e computadores domésticos, sendo tais versões publicadas por outras empresas. A versão avaliada neste texto é a lançada para Mega Drive em 1990 e que foi publicada pela Sega of America.

História

O jogo se passa em um futuro distópico, no qual um cientista, chamado Kng Crimson e seu exército sequestram familiares do protagonista, membro de um grupo de resistência armada ao cientista, e pretendem usá-los para seus planos maléficos. Agora cabe ao herói lutar ir à luta e destruir King Crimson e suas tropas, para assim resgatar seus familiares e pôr um fim ao reinado de terror do cientista.

Gráficos

São bons; o visual do game é simples, mas bem feito, impressionando em alguns momentos; o personagem principal possui uma aparência simples e um tanto quanto genérica para um game de ação, mas é bem feito; os inimigos são bem feitos e coloridos, contando com alguma diversidade além das cores dos uniformes; os cenários são muito bons, bem feitos e variados, retratando diversos ambientes, como florestas, cidades e bases; a animação do jogo é precária.
Imagens do jogo

Som

Bom; as músicas presentes no jogo são boas, combinando bem com o estilo do game e variando conforme a ocasião, sendo empolgante na maior parte das fases e mais tensa nas lutas contra os mestres; os efeitos sonoros são bons, cumprindo bem seus papéis.

Jogabilidade

Boa, os controles são um pouco duros e podem ser um pouco estranhos no começo, exigindo do jogador algum tempo para que se acostume com os mesmos; a jogabilidade de Midnight Resistance possui várias semelhanças com a dos games da série Contra, sendo bastante simples e direta em muitos de seus aspectos, devendo o personagem controlado pelo jogador passar pelas fases atirando para todos os lados e causando tanta destruição quanto possível, contudo, este game ainda assim apresenta algumas características próprias muito interessantes e que influenciam o jogo de forma decisiva, impedindo que o game se torne apenas uma cópia de Contra.
Um aspecto interessante deste jogo são os controles, pois estes possuem algumas características bastante peculiares; diferentemente de outros jogos do mesmo gênero, em Midnight Resistance, o jogador não precisa ficar pressionando ou segurar o botão correspondente para manter a arma disparando, basta apertar o botão indicado apenas uma vez, que a arma do personagem funcionará de forma ininterrupta, dispensando o jogador de ter de pressionar ou segurar o botão de disparo constantemente, para fazer com que o personagem pare de atirar, basta apertar o botão mais uma vez. Outra característica interessante e que se revela uma qualidade é a possibilidade de o personagem poder atirar para todas as direções, mesmo em movimento. A mobilidade do personagem é algo digno de nota, pois ele pode correr, pular, subir escadas e rastejar por lugares mais estreitos, podendo durante esses movimentos também atirar nos inimigos. O protagonista não possui barra ou qualquer outro indicador de energia, perdendo uma vida a cada vez que é atingido, também derrubando os objetos recolhidos até então, mas ainda assim pode recuperá-los.
As fases são um capítulo à parte, sendo muito boas do ponto de vista da elaboração dos desafios, com vários pontos em que o jogador deve correr, pular, subir escadas, se arrastar por passagens estreitas, ou ainda enfrentar obstáculos móveis, nos quais a demora na reação leva à morte certa; todos esses desafios são muito bem distribuídos pelas fases, havendo durante esses momentos combates contra inimigos e intercalando tais momentos com lutas contra mestres, que se tornam cada vez mais desafiadores. Não há uma separação muito clara entre as fases, havendo um progresso constante, com breves intervalos em salas de armas, nas quais o jogador pode obter novos armamentos, tais como metralhadoras, lança-chamas, escopetas, dentre outros, além de explosivos e munição extra; tais armas são adquiridas com o uso de chaves obtidas de inimigos mortos durante as fases, o jogador pode carregar até seis chaves por vez para as salas de armas. A dificuldade é razoavelmente alta, aumentando durante o jogo, e não há meios de salvar o progresso do jogador.

Considerações finais

Embora lembre os games da série Contra em mais aspectos que o ideal e possua algumas falhas, Midnight Resistance ainda é um bom jogo, proporcionando um bom desafio e bons momentos de diversão, ainda que não muito duradouros; um jogo que vale a pena dar uma conferida, acredite!

Referências

sábado, 1 de outubro de 2011

Como é que é?

Saudações aos leitores. Para manter vivas nossas quase sagradas tradições e exercer regularmente um direito que deveria ser tutelado por lei, eis aqui mais uma postagem aleatória para começar o mês com o pé direito.
Às vezes a vida nos prega peças, nos coloca em situações em que temos de nos virar para superar com o mínimo de danos (i.e. passando o mínimo de vergonha possível), enquanto outras vezes somos colocados diante de situações em que questionamentos sobre aquilo que nos cerca e nossas atitudes são inevitáveis, um "como é que é?" inevitável diante das circunstâncias, que, se não gera alguns questionamentos e reflexões, serve para nos deixar com mais algumas dúvidas acerca de tudo e de todos, aumentando um pouco mais a pequena dose do cinismo nosso de cada dia.
Passadas as divagações, vamos para assuntos mais relevantes: games. A sobrecarga que se abateu sobre o autor do blog, ainda que tenha passado quase que totalmente, continua gerando consequências ruins sobre a página, não tenho grandes certezas sobre os dias vindouros, mas espero que as coisas voltem ao normal o quanto antes e que os prejuízos sejam recuperados, ainda que a conta-gotas. E que as esperanças de dias melhores para o blog tornem-se realidade.

Bom, é isso. Fiquem com Deus e tenham um bom mês de Outubro!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Tentando voltar aos eixos


Saudações aos leitores. Para colocá-los a par das atuais circunstâncias, declarar minha existência e exercer um direito que, de tão fundamental, deveria ser previsto especificamente em alguma lei ou tratado internacional, eis aqui mais uma postagem aleatória para começar o mês, quem sabe dessa vez, com o pé direito.
Como vocês já viram, o blog ficou sem conteúdo novo por um bom tempo, com algumas declarações  minhas de que estava vivo e que desejava voltar à atividade o quanto antes e da forma como deve ser e um breve sopro de conteúdo novo no mês de Agosto que se encerrou; fazendo um balanço da minha pausa em função do desgaste acumulado e da tentativa de retornar à condição anterior, devo confessar: não está sendo fácil. Não está sendo fácil retomar o ritmo de antes, pois não tenho mais que lidar apenas com os jogos e as pesquisas referentes ao que se deseja escrever, mas também com os compromissos da vida real, que consomem tempo considerável, mas principalmente energia, energia esta que vem fazendo falta para jogar e escrever. Nos últimos tempos falei muito mais do que fiz, por isso quero parar de apenas falar que vou fazer isso ou aquilo e de fato colocar a mão na massa, ainda que a recuperação do ritmo original demore algum tempo e aquilo que está atrasado seja publicado a conta-gotas.

Bom, é isso. Fiquem com Deus e tenham um bom mês de setembro! 

sábado, 13 de agosto de 2011

Pink Goes to Hollywood (MD)

O jogo

Pink Goes to Hollywood é um jogo de plataforma desenvolvido pela Head Games inc. e publicado pela TecMagik Entertainment; lançado em 1993 para Mega Drive e Super Nintendo, o game é um jogo de plataforma estrelado pela Pantera cor de rosa, que passa por fases repletas de referências a diversos filmes. A versão avaliada neste texto é a lançada para Mega Drive em 1993.

História

A Pantera cor de rosa está a caminho de Hollywood para fazer um teste para um importante papel em um filme, enquanto é perseguida pelo incansável detetive Clouseau; durante a fuga, a Pantera entra nos estúdios da MGM e passa pelos sets de filmagem de alguns clássicos do cinema, como Poltergeist, Tarzan, Gata em teto de zinco quente, dentre outros.

Gráficos

São ótimos; o visual do game é bastante colorido e animado, contando com um estilo inspirado nos desenhos da Pantera cor de rosa; o personagem principal é bastante fiel ao original, bem feito e detalhado; os cenários são ótimos, muito bem feitos, detalhados e diversificados, sendo todos eles inspirados em clássicos do cinema; os inimigos são bem feitos e variados, mudando de acordo com o cenário em que se encontram; a animação do jogo flui muito bem.
Imagens do jogo

Som

Ótimo; as músicas presentes no jogo são muito boas e combinam bem tanto com o estilo do game quanto com o cenário em que são executadas; o grande destaque da trilha sonora do jogo é a presença da música-tema da Pantera cor de rosa, que foi muito bem adaptada para o Mega Drive; os efeitos sonoros são bons, cumprindo bem seus papéis.

Jogabilidade

Ótima, com bons controles; Pink Goes to Hollywood é um jogo de plataforma bastante tradicional para a época em que foi lançado, apresentando várias características comuns ao gênero, mas ao mesmo tempo, possui alguns aspectos próprios bastante interessantes, que tornam a experiência mais variada e menos genérica.
As fases são bastante variadas em termos de desafio, apresentando designs bastante variados entre si não apenas no que diz respeito às temáticas, mas também no que tange a elaboração dos desafios, adotando ambientes bastante amplos, com percursos não lineares, caminhos secretos e algumas soluções que fogem ao óbvio; nos cenários não costuma haver indicações do que deve ser feito ou para onde se deve ir, devendo o jogador explorar o ambiente por conta própria e descobrir os segredos do cenário através de tentativa e erro. No início do jogo, o personagem está em um ambiente no qual pode andar livremente, podendo escolher qual fase visitar ao entrar em objetos que representem o filme que o estágio dentro dele retrata; antes de entrar em cada filme, a Pantera passa por um pequeno trecho nos bastidores do set de filmagem, no qual deve desviar de câmeras que se movem para os lados e holofotes e sacos de areia que caem, para então chegar à fase de fato.
A Pantera cor de rosa possui alguns movimentos básicos para um jogo de plataforma, podendo andar, correr, pular, e atacar com uma arma que dispara uma luva de boxe retrátil, essa quantidade de movimentos pode parecer restrita, mas é o suficiente para lidar com os obstáculos e desafios presentes nas fases; o protagonista pode encontrar pelo cenário diversos itens, como power-ups que recuperam energia, estrelas que dão pontos, vidas extras e alguns objetos que influenciam na interação do personagem com o cenário, sendo bastante úteis para lidar com certas situações; dentro das fases é possível encontrar cabines cor de rosa, que auxiliam a Pantera a passar por certos trechos. A dificuldade pode ser ajustada e não há meios de salvar o progresso do jogador.

Considerações finais

Pink Goes to Hollywood é um jogo interessante, pois ao mesmo tempo em que possui várias características comuns a jogos de plataforma da mesma época, aposta em soluções menos óbvias e com um apelo diferenciado, fora isso, o game é muito bom em aspectos técnicos como gráficos e trilha sonora; um game bastante interessante e que vale a pena!

Referências

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Declaração de existência

Créditos ao site Profron.net pela imagem (http://profron.net/pictures/cherry%20existence-essence1.jpg)

Saudações aos leitores. Para fazer uma breve declaração sobre a situação atual, explicar ao menos um pouco sobre as circunstâncias e também para exercer regularmente um direito quase constitucional, eis aqui mais uma postagem aleatória para começar o mês.
Passou-se mais um mês sem postagens novas, sem análises de jogos, sem a coluna quinzenal e também sem qualquer um dos textos de fim de mês, o que contribuiu para aumentar ainda mais a pilha de conteúdo para ser produzido e assim recolocar o blog nos eixos. Parece simples da forma como estou descrevendo, mas esses atrasos e acúmulos de conteúdos foram frutos de algo que começou há vários meses atrás e que em Abril chegou ao seu ponto crítico; o problema em questão começou no final do ano passado, com o atraso das postagens e minha correria para manter tudo em dia se tornando cada vez mais cansativa, o que me fazia jogar e escrever em um ritmo muito desgastante. O cansaço acumulado ao longo de vários meses, acrescido do fato de, desde o dia em que o The Joystick Revival teve início, no final de 2008, eu não havia feito qualquer pausa minimamente razoável para descansar desde o início do blog até meados deste ano, ou seja, passei mais de dois anos trabalhando sem parar no blog, de tal modo que esta página, que deveria ser uma espécie de diversão, tornou-se um fardo cada vez mais pesado, e diante disso, tirei umas férias não planejadas no mês de Julho que se passou. Essas férias foram boas, pois permitiram que eu aproveitasse outros jogos, que fogem da pauta do blog, e isso foi bom, pois nos últimos tempos estava apenas jogando os games que seriam analisados naquele momento. Eu realmente precisava de férias.
Passadas as explicações, quero avisar que as postagens dos meses anteriores serão escritas e publicadas em suas datas inicialmente previstas, mas isso será feito em um ritmo próprio, que não acabe completamente com minhas energias e que também não comprometa as postagens deste e dos próximos meses.

Bom, é isso. Fiquem com Deus e tenham um bom mês de Agosto!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Esclarecimentos

Saudações aos leitores. Para exercer regularmente um direito, perpetuar costumes quase sagrados, e excepcionalmente, buscar esclarecer acontecimentos recentes, eis aqui mais uma postagem aleatória para começar o mês com o pé direito.
Final de semestre, como sempre, resulta em correria para fazer um milhão de coisas ao mesmo tempo e consequentemente, total ausência de tempo livre e desgaste tanto físico quanto mental, mas este ano a maior quantidade de coisas a serem feitas ao mesmo temo, somadas aos prazos habitualmente insanos consumiram tanto meu tempo livre quanto minhas energias, de modo que mal pude descansar e jogar alguma coisa, esse cenário caótico consumiu não apenas os dias úteis, mas também finais de semana e feriados, eliminando dessa forma todo e qualquer tempo livre possivelmente disponível, assim como minhas energias; faço esses esclarecimentos não para tentar aliviar minha consciência diante de meu afastamento do blog durante o mês de junho, mas sim para esclarecer possíveis dúvidas suscitadas pela ausência de postagens novas e também para prestar alguma satisfação aos leitores diante do aparente abandono. Quero deixar claro que o The Joystick Revival não encerrou suas atividades, apesar dos problemas vividos nos últimos meses e que farei o possível para recolocar o blog nos trilhos de onde jamais deveria ter saído.
Passando para assuntos mais relevantes, os objetivos para este mês são: publicar tudo aquilo que está planejado para Julho recuperar ao menos parte do tempo perdido nos meses anteriores, pois quero terminar este ano com a balança equilibrada, sem dever nenhuma postagem e farei o possível para cumprir esse objetivo.

Bom, é isso. Fiquem com Deus e tenham um bom mês de Julho!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Revendo conceitos e o mundo ao redor

Saudações aos leitores. Para exercer um direito fundamental, dar continuidade a costumes tão antigos quanto a humanidade e até mesmo por uma questão de honra, eis aqui mais uma postagem aleatória para começar o mês com o pé direito.
Os problemas enfrentados no mês de Abril, com a impossibilidade de publicação de todo o conteúdo planejado por uma série de fatores e a repetição da mesma situação desagradável no mês de Maio me obrigaram a sentar e pensar sobre algumas coisas, como minhas atividades extra internet, a forma como conduzo este blog e o meu tempo livre gasto em outras atividades, após refletir sobre a forma como lido com meu tempo livre e ver que não estou dedicando a parte devida deste para o blog, decidi rever minhas atividades no período de tempo fora das obrigações cotidianas e dedicar a este blog o tempo que ele merece, pois embora algumas postagens não sejam tão prazerosas de se escrever, muitas ainda são bastante divertidas e ainda há aquelas cuja redação renovam o ânimo, mostrando como pode ser prazeroso e gratificante continuar com o blog. A busca pela reorganização visa não apenas manter o conteúdo planejado em dia, mas também publicar aquilo que ficou para trás e restaurar a ordem original.
Passando para assuntos mais relevantes: os games do mês. Busquei fazer uma seleção tão eclética quanto possível, abrangendo games de gêneros distintos, mas ainda ssim, dando continuidade ao que vem sendo postado ao longo do tempo; quanto à coluna [Lado B], ela continuará sendo publicada até segunda ordem; sobre o texto no final do mês, tenho algumas ideias e espero que delas resulte algo interessante.

Bom, é isso. Fiquem com Deus e tenham um bom mês de Junho!