sábado, 13 de agosto de 2011

Pink Goes to Hollywood (MD)

O jogo

Pink Goes to Hollywood é um jogo de plataforma desenvolvido pela Head Games inc. e publicado pela TecMagik Entertainment; lançado em 1993 para Mega Drive e Super Nintendo, o game é um jogo de plataforma estrelado pela Pantera cor de rosa, que passa por fases repletas de referências a diversos filmes. A versão avaliada neste texto é a lançada para Mega Drive em 1993.

História

A Pantera cor de rosa está a caminho de Hollywood para fazer um teste para um importante papel em um filme, enquanto é perseguida pelo incansável detetive Clouseau; durante a fuga, a Pantera entra nos estúdios da MGM e passa pelos sets de filmagem de alguns clássicos do cinema, como Poltergeist, Tarzan, Gata em teto de zinco quente, dentre outros.

Gráficos

São ótimos; o visual do game é bastante colorido e animado, contando com um estilo inspirado nos desenhos da Pantera cor de rosa; o personagem principal é bastante fiel ao original, bem feito e detalhado; os cenários são ótimos, muito bem feitos, detalhados e diversificados, sendo todos eles inspirados em clássicos do cinema; os inimigos são bem feitos e variados, mudando de acordo com o cenário em que se encontram; a animação do jogo flui muito bem.
Imagens do jogo

Som

Ótimo; as músicas presentes no jogo são muito boas e combinam bem tanto com o estilo do game quanto com o cenário em que são executadas; o grande destaque da trilha sonora do jogo é a presença da música-tema da Pantera cor de rosa, que foi muito bem adaptada para o Mega Drive; os efeitos sonoros são bons, cumprindo bem seus papéis.

Jogabilidade

Ótima, com bons controles; Pink Goes to Hollywood é um jogo de plataforma bastante tradicional para a época em que foi lançado, apresentando várias características comuns ao gênero, mas ao mesmo tempo, possui alguns aspectos próprios bastante interessantes, que tornam a experiência mais variada e menos genérica.
As fases são bastante variadas em termos de desafio, apresentando designs bastante variados entre si não apenas no que diz respeito às temáticas, mas também no que tange a elaboração dos desafios, adotando ambientes bastante amplos, com percursos não lineares, caminhos secretos e algumas soluções que fogem ao óbvio; nos cenários não costuma haver indicações do que deve ser feito ou para onde se deve ir, devendo o jogador explorar o ambiente por conta própria e descobrir os segredos do cenário através de tentativa e erro. No início do jogo, o personagem está em um ambiente no qual pode andar livremente, podendo escolher qual fase visitar ao entrar em objetos que representem o filme que o estágio dentro dele retrata; antes de entrar em cada filme, a Pantera passa por um pequeno trecho nos bastidores do set de filmagem, no qual deve desviar de câmeras que se movem para os lados e holofotes e sacos de areia que caem, para então chegar à fase de fato.
A Pantera cor de rosa possui alguns movimentos básicos para um jogo de plataforma, podendo andar, correr, pular, e atacar com uma arma que dispara uma luva de boxe retrátil, essa quantidade de movimentos pode parecer restrita, mas é o suficiente para lidar com os obstáculos e desafios presentes nas fases; o protagonista pode encontrar pelo cenário diversos itens, como power-ups que recuperam energia, estrelas que dão pontos, vidas extras e alguns objetos que influenciam na interação do personagem com o cenário, sendo bastante úteis para lidar com certas situações; dentro das fases é possível encontrar cabines cor de rosa, que auxiliam a Pantera a passar por certos trechos. A dificuldade pode ser ajustada e não há meios de salvar o progresso do jogador.

Considerações finais

Pink Goes to Hollywood é um jogo interessante, pois ao mesmo tempo em que possui várias características comuns a jogos de plataforma da mesma época, aposta em soluções menos óbvias e com um apelo diferenciado, fora isso, o game é muito bom em aspectos técnicos como gráficos e trilha sonora; um game bastante interessante e que vale a pena!

Referências

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